O que é uma classe gramatical e como estudar?

estudando classe gramatical

Você se lembra de ter estudado, em algum momento do ensino médio, sobre classe gramatical? Se sim, vamos relembrar esse tópico; se a resposta for negativa, não se preocupe, pois vamos apresentar o conteúdo de forma bem didática, ok?

Compreender as normas gramaticais é importante não só para ter sucesso no Enem — inclusive na redação — e nos vestibulares, mas para seu desenvolvimento pessoal e profissional também. Afinal, quanto melhor for sua capacidade de comunicação e expressão de ideias, mais chances de alcançar seus objetivos.

Quer saber o que é classe gramatical e como se divide e, ainda, ver maneiras de estudar esse conteúdo mais a fundo? Siga com a gente!

O que é classe gramatical?

É importante aprender morfologia para o Enem e os vestibulares e para melhorar sua performance no uso da norma culta da língua, certo? Afinal, não há como o candidato ser bem avaliado, se comete erros de concordância nominal e verbal na redação.

O estudo dessa parte da gramática se divide em:

  • estrutura e formação das palavras;
  • classificação das palavras.

Neste post, daremos ênfase a este segundo tópico. As palavras da língua são divididas em classes de acordo com suas características comuns e funções sintáticas que exercem na frase. Assim, podemos dizer que há dez classes de palavras — ou classes gramaticais — no Português.

As mais importantes, e que constituem a base da estrutura frasal, são o substantivo e o verbo. Observe os exemplos:

  • Denise ligou.
  • Os rapazes chegaram.

Denise e rapaz são substantivos; ligou e chegaram são verbos. Percebe como são parecidos, embora tenham sentidos diferentes? Note também que há concordância entre os e rapazes e entre esse termo e o verbo, assim como entre Denise e ligou.

É essa a prescrição da norma culta da língua, que deve ser adotada em provas, exames, relações profissionais mais formais etc. Em outras variações linguísticas, mais coloquiais, regionais ou populares, os falantes fazem uso de “os menino vão”, “o pessoal chegaram” e outras formas que não obedecem ao padrão culto.

Quais são as principais classes?

Como apontamos, as principais são o substantivo e o verbo, que correspondem ao nome e à ação, estrutura básica para a formação de uma oração.

O substantivo é a palavra que designa os seres, sejam eles abstratos ou concretos. Veja o exemplo:

  • “Toda forma de conduta se transforma numa luta armada.” (Engenheiros do Havaí)

Destacamos os substantivos conduta e luta: ambos são classificados como abstratos porque dependem de um ser concreto para existirem, ou seja, alguém que conduza e que lute.

Os substantivos também se classificam em simples e compostos, de acordo com sua formação, e em primitivos e derivados, conforme sua formação:

  • flor — simples;
  • pé de moleque (o doce. Note que, após o novo Acordo Ortográfico, grafa-se sem o hífen) — composto;
  • pedra — primitivo;
  • floricultura — derivado.

Inclui-se aí o substantivo coletivo, que nomeia um conjunto de seres, como ramalhete (de flores) e caravana (de viajantes).

Já as palavras que acompanham ou determinam substantivos são:

  • artigo — palavra que determina ou indetermina o substantivo, indicando gênero e número;
  • pronome — palavra que substitui ou representa o substantivo, de acordo com a pessoa do discurso. Divide-se em subclasses, como pessoais (retos, oblíquos e pronome de tratamento), demonstrativos, possessivos, indefinidos, interrogativos e relativos;
  • adjetivo — palavra que qualifica e caracteriza o substantivo.

Já o verbo é a palavra que indica ação, como dissemos, mas também pode expressar estado ou fenômeno. Entre os erros de Português mais comuns, está o de flexão incorreta, já que o verbo precisa indicar tempo, modo, número e pessoa. Veja:

  • “O que me importa se você me adora se já não razão para lhe querer” (Marisa Monte)

No verso da canção O que me importa, existem quatro verbos destacados, configurando um período composto.

O advérbio é a palavra que acompanha o verbo, definindo a circunstância em que a ação (estado ou fenômeno) ocorre. Observe:

  • não há razão” — o advérbio não indica negação do fato de haver razão;
  • Saiu cedo — o advérbio cedo indica tempo. Quando a ação de sair aconteceu?

Outras circunstâncias que podem ser expressas pelo advérbio:

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  • modo;
  • lugar;
  • afirmação;
  • companhia;
  • finalidade;
  • condição.

Por fim, temos as classes de palavras responsáveis por estabelecer a ligação entre os termos da oração, produzindo sentido, como a conjunção e a preposição. São chamadas de conectivos. Observe:

  • Falamos sobre política.
  • Falei para ele.
  • Falou de você.

Essas palavrinhas, tão importantes para a coesão textual, não têm sentido sozinhas, ou seja, elas exprimem relações diversas nas frases:

  • andar de moto; andar de capacete;
  • ferir com a faca; ferir com intenção.

O uso da preposição é que garante a correta regência verbal e nominal.

Quais são os tipos de classes?

Agora que você conhece as classes gramaticais e viu um panorama sobre elas, precisa diferenciar as variáveis das não variáveis. Lembramos a importância do domínio da concordância verbal e nominal quando se estuda esse assunto, certo?

Variáveis

Classes que sofrem variação podem ser flexionadas em:

  • masculino e feminino (flexão de gênero) — substantivo, artigo, adjetivo;
  • singular e plural (flexão de número) — substantivo, artigo, adjetivo;
  • aumentativo e diminutivo (flexão de grau) — substantivo, adjetivo.

Além dessas flexões, é preciso destacar a classe de verbos. Eles se flexionam em:

  • pessoa e número — 1ª, 2ª e 3ª do singular ou do plural;
  • tempo e modo — presente, pretérito e futuro; indicativo, subjuntivo e imperativo.

Invariáveis

As classes de palavras invariáveis não sofrem flexão, ou seja, permanecem na mesma forma independentemente de a frase estar no singular ou no plural. É o caso dos advérbios (há poucas exceções), das conjunções e das preposições.

Como usá-las na escrita?

É impossível escrever um texto sem palavras, mas nem sempre temos conhecimento da importância de cada classe e da relação entre elas na hora da produção.

Saber escolher e empregar corretamente as palavras para provocar no leitor o efeito de sentido pretendido é um diferencial para o candidato, que pode variar o vocabulário, escrever períodos mais elaborados, com inversões e orações deslocadas, por exemplo, sem perder de vista a concordância e a regência.

Qual é a importância da classe gramatical no Enem e no vestibular?

Não cabe aqui tratar de todas as especificidades de cada regrinha (e respectivas exceções) na flexão dessas palavras. Porém, é interessante que você saiba que, na prova de Português no Enem, esse conteúdo não é cobrado isoladamente, mas relacionado ao uso e às possibilidades de produção de sentido nos textos.

O que pode cair no Enem é o uso de palavras invariáveis como registro de variantes populares/literárias, como:

  • “menas”, que é advérbio e, portanto, invariável de acordo com o Português padrão;
  • “muitão”, também advérbio, sofre variação de intensidade.

Lembre-se de que sempre haverá contextualização para analisar o emprego das palavras, ok?

Como se preparar?

Você sabe como se preparar para o Enem e para os vestibulares de modo geral? A melhor forma é fazendo exercícios e redigindo textos. Assim, você fixa o conteúdo e desenvolve maneiras de utilizá-lo na prática em suas redações.

Não deixe de lado outros recursos e técnicas para obter e treinar conhecimentos:

Só para você ter noção de como é importante ter esse conhecimento para responder às questões, veja como a classe gramatical no Enem é cobrada de forma indireta:

(Enem 2013) Novas tecnologias

Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas às atividades de telecomunicações. Expressões frequentes como “o futuro já chegou”, “maravilhas tecnológicas” e “conexão total com o mundo” “fetichizam” novos produtos, transformando-os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o “futuro” tão festejado. […]

Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar, por espontânea vontade, a esta relação sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados.

SAMPAIO A. S. A microfísica do espetáculo. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 1 mar. 2013 (adaptado).

Ao escrever um artigo de opinião, o produtor precisa criar uma base de orientação linguística que permita alcançar os leitores e convencê-los com relação ao ponto de vista defendido. Diante disso, nesse texto, a escolha das formas verbais em destaque objetiva

a) criar relação de subordinação entre leitor e autor, já que ambos usam as novas tecnologias.

b) enfatizar a probabilidade de que toda população brasileira esteja aprisionada às novas tecnologias.

c) indicar, de forma clara, o ponto de vista de que hoje as pessoas são controladas pelas novas tecnologias.

d) tornar o leitor copartícipe do ponto de vista de que ele manipula as novas tecnologias e por elas é manipulado.

e) demonstrar ao leitor sua parcela de responsabilidade por deixar que as novas tecnologias controlem as pessoas.

Resposta: letra D. Note que é o uso dos verbos em 1ª pessoa do plural (grifados) o responsável pela inclusão do leitor no ponto de vista defendido no texto.

Arrase em todas as provas!

Você sabe que é grande o peso da redação no Enem, não é? Por isso, não deixe de incluir os estudos linguísticos em sua rotina de preparação para os exames. Saber identificar uma classe gramatical, conhecer as características e potencialidades das palavras ajuda na interpretação e na produção de textos.

Continue sua leitura e descubra o que mais aparece na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias do Enem!

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