O que são pronomes e como estudar esse tema para o Enem?

o que são pronomes e como estudar para o enem

Saber o que são pronomes pode fazer a diferença na sua prova do Enem. Afinal de contas, além de ser um tema recorrente nas questões, a qualidade da redação é afetada por um bom domínio dessa classe gramatical.

Nesse sentido, é importante entender não apenas o conceito de pronome, mas também a forma como o assunto é cobrado na prova de Português. A partir então, você pode treinar com exercícios mais adequados e ter o tópico como um trunfo no dia da avaliação.

Logo abaixo, trouxemos os pontos principais da matéria e explicamos como o assunto cai no Enem. Continue a leitura para tirar as suas dúvidas e receber boas orientações de estudo!

O que são pronomes e como são cobrados no Enem?

Pronome é uma classe gramatical que pode exercer dois papéis: substituir ou acompanhar um substantivo. No primeiro caso, é chamado de pronome substantivo; no segundo, de pronome adjetivo. Em ambos, fará a concordância nominal, ou seja, em gênero e em número.

No Enem, o assunto pode ser cobrado de diferentes formas:

  • conhecimento implícito para que você consiga resolver questões de sintaxe ou entender um texto;
  • entendimento do sentido ou da semântica da palavra;
  • questões sobre uso, colocação e concordância do pronome;
  • identificação da classe gramatical da palavra, ou seja, saber o que é um pronome em uma frase ou trecho.

O Português na redação também é um exemplo de uso dos pronomes no Enem, especialmente por causa da coesão gramatical. O pronome é um dos mecanismos para referenciar palavras, dando a sensação de unidade ao texto. Por exemplo, em “O cachorro comeu ração, ela estava saborosa”, o pronome retoma a palavra “ração”, construindo a coesão das orações.

Quais são os principais tipos de pronome?

Assim como em outras matérias, como verbos e figuras de linguagem, existem diferentes categorias que precisam ser memorizadas para um bom resultado na hora da prova.

A seguir, reunimos as mais importantes. Procure entender o sentido contido em cada grupo, pesquise por exercícios de classificação de pronomes e faça resumos para superar o assunto.

Pessoal

A primeira categoria é responsável por substituir o substantivo e situá-lo em relação à pessoa gramatical. Resumidamente, indica “quem fala”, “com quem fala” ou “de quem se fala”.

Aqui, é preciso ter muito cuidado com as possíveis funções do pronome.

Caso reto

O caso reto corresponde ao pronome que usaremos como sujeito: “eu”, “tu”, “ele”, “nós”, “vós”, “eles”. Em um menor número de situações, será a qualidade atribuída ao sujeito pelo verbo de ligação, ou seja, será o predicativo do sujeito. Veja dois exemplos:

  • Ele correu até o final da rua (sujeito);
  • João é ele (predicativo do sujeito).

Caso oblíquo

O caso oblíquo traz os pronomes que atuam como complemento do verbo. São eles:

  • átonos: “me”, “te”, “se”, “o”, “a”, “lhe”, “nos”, “vos”, “os”, “as”, “lhes”;
  • tônicos: “mim”, “ti”, “si”, “ele”, “ela”, “nós”, “vós”, “si”, “eles”, “elas”;”comigo”, “contigo”, “consigo”, “convosco”, “consigo”.

A diferença entre pronome átono e tônico é a presença de preposição: “a”, “para”, “com”. Por exemplo, no verbo “dar”, se você usar o pronome átono, indicará o que foi dado (deu-o); já o tônico servirá para indicar para quem foi dado (deu-o a mim). Logo, o átono faz a função de objeto direto, enquanto o tônico, de indireto. Percebe por que dizer “amo ela” está fora do padrão culto da língua portuguesa?

De tratamento

Outro caso de pronome pessoal são os de tratamento, que são formas polidas de referir-se às pessoas, como vossa senhoria, vossa santidade, vossa excelência etc. Aqui, o principal cuidado é considerar a palavra na terceira pessoa na hora da conjugação.

Possessivos

Os possessivos atribuem a ideia de posse: “meu”, “minha”, “teu”, “tua”, “seu”, “sua”, “nosso”, “nossa”, “vosso”, “vossa”, “seus”, “suas”. Logicamente, quando usados como adjetivo, concordam com o substantivo: “Minhas noites de sexta estão calmas”, por exemplo.

Demonstrativos

Os pronomes demonstrativos, por sua vez, oferecem a ideia de localização: “este”, “esta”, “isto”, “esse”, “essa”, “isso”, “aquele”, “aquela”, “aquilo”. A localização geralmente ocorre em relação a três fatores:

  • tempo;
  • esta semana (semana atual);
  • essa semana (passado ou futuro próximo);
  • aquela semana (passado ou futuro distante);
  • espaço;
  • este objeto (objeto com a pessoa);
  • esse objeto (objeto próximo à pessoa);
  • aquele objeto (objeto distante da pessoa);
  • discurso;
  • João, Pedro e Maria saíram para jantar. Esta (termo mais próximo) vestia verde, esse (termo intermediário) escolheu o azul e aquele (termo mais distante) optou pelo preto.

Pronome relativo

Essa categoria é utilizada para estabelecer uma conexão entre palavras: qual, cujo, quanto, quem, onde, que. Nele, parte-se de um termo antecedente e usa-se o pronome para, simultaneamente, referir-se à palavra e relacioná-la a outro termo. Por exemplo:

  • A loja X é empresa onde João ganhou o primeiro emprego (“onde” refere-se à “empresa” e conecta-se a João).

Pronome interrogativo

Os interrogativos são aplicados para fazer questionamentos: que, quanto, onde, qual etc. A pergunta pode ser direta (quem veio aqui?) ou indireta (gostaria de saber quem veio aqui).

Pronome indefinido

Para encerrar, os pronomes indefinidos são usados para fazer referências genéricas, vagas ou imprecisas: alguém, algo, uns etc. Por exemplo: “Alguém derrubou vinho no tapete da sala”.

Quais são os principais erros de pronomes cometidos no Enem?

Entre os principais erros de Português, saber como usar o pronome merece destaque. Veja três dificuldades bastante comuns às quais ter atenção durante os estudos.

Erro de colocação pronominal

Nos pronomes átonos, a maneira de apoiar o pronome no verbo varia. Na próclise, usamos antes (o fez); na ênclise, depois (fê-lo). Via de regra, as duas formas são corretas, sendo preferível a segunda na linguagem formal. No entanto, em algumas situações, uma delas pode ser obrigatória, como em pronomes interrogativos (quem o fez?), orações negativas (não se misture) e início de orações (ele fugiu, escapou-me antes que tivesse reação).

Troca de “mim” por “eu”

Outro erro clássico é usar os pronomes pessoais com funções invertidas. É quando empregamos o “mim” como sujeito (“Mim” fez) ou o “eu” como objeto indireto (deu a bola para “eu”).

Ambiguidade no uso de pronomes

Na escrita, existem situações em que não fica claro qual é a palavra referida ou substituída pelo pronome, causando ambiguidade. O mais comum ocorre com os possessivos: Maria contou seu segredo para João.

Uma dica para se livrar desse e de outros erros é fazer um plano de estudos com o Trilha do Enem. A plataforma cria um plano personalizado, em que você terá o reforço dos pontos nos quais sente mais dificuldade e acesso a materiais e a exercícios para treinar bastante para sua prova.

Sendo assim, agora que você já teve uma visão geral sobre o que são pronomes, não deixe de continuar os estudos com um plano personalizado. Como visto, não é um assunto difícil, apenas exige cuidado e paciência para entender os diferentes tipos e aplicá-los corretamente.

Se gostou do conteúdo, leia também o guia completo para aprovação no Enem e complemente o que foi visto até aqui!

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