O que foi o Absolutismo e como estudar para o Enem?

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O Absolutismo é um dos temas frequentes no Enem. Por isso, esse assunto merece ter papel de destaque no seu plano de estudos, se você quer garantir um bom desempenho no exame. Trata-se de um regime político característico da Idade Moderna e que até hoje deixa vestígios em muitos países, embora com modificações.

É o caso, por exemplo, do absolutismo inglês, que encontrou seu auge com a rainha Elizabeth I e decaiu durante a Revolução Puritana (1642-1648). Atualmente, a Inglaterra conta com uma monarquia parlamentarista, em que ainda há uma família real, mas o poder é dividido com o parlamento.

Para ajudar na tarefa de entender melhor o que é Absolutismo e como estudar para o Enem, nós preparamos este texto para você. Confira!

O que foi o Absolutismo?

O Absolutismo é um regime político caracterizado pela concentração de poder nas mãos de um único governante, definido por nascimento. Desse modo, o líder absoluto — normalmente um rei — é que detém a capacidade de decisão pelos assuntos do Estado e cujas ações não são questionadas ou contestadas por nenhuma outra instituição.

Na hora de estudar Absolutismo para o vestibular ou o Enem, lembre-se das principais características em torno desse sistema. Na prova de História do Enem, podem aparecer questões relacionadas:

  • ao mercantilismo na Economia, em que as trocas comerciais entre países ganham força com as Grandes Navegações, especialmente em relação a metais e especiarias;
  • à colonização de países além-mar, sobretudo da América e da África, com objetivos econômicos e políticos;
  • à organização social em estamentos, em que a nobreza e o clero dividiam o pico da pirâmide, seguidos pela burguesia em ascensão e, por último, o terceiro Estado representado pelos camponeses.

Contexto histórico do Absolutismo

É na Idade Moderna que o Absolutismo viveu sua maior expressão. Com a queda da Idade Média e a crise do Feudalismo, a burguesia (nova classe em ascensão) via na centralização do poder uma grande vantagem para seus comércios, já que isso favorecia a padronização de moedas, medidas e tributações.

Assim, houve um fortalecimento do poder real, que também contava com o apoio da Igreja Católica. Com o fim da era medieval, o pensamento humanista e o Renascimento se expandiram pela Europa e levaram à perda de poder eclesiástico.

Dessa forma, a Igreja via no apoio ao poder real uma forma de manter parte da influência política experimentada na Idade Média, alegando que os reis tinham um direito divino ao seu poder absoluto.

Esse sistema político vigorou por cerca de 200 anos, entre os séculos XVI e XVIII. Durante o século XVII, o movimento intelectual do Iluminismo levou a grandes questionamentos sobre os modelos social e político em vigor e, sobretudo, o direito divino das famílias reais.

Além disso, a intensa crise financeira vivenciada pela maior parte da população, em contraste ao luxo da família real, culminou na Revolução Francesa (1789), que marca o fim do Absolutismo — chamado de Antigo Regime — e o início da Idade Contemporânea, em que as democracias ganharam espaço.

Principais dinastias absolutistas

O Absolutismo vigorou em boa parte dos países europeus, entre eles Portugal, Espanha, França e Inglaterra. Entre as principais dinastias francesas, está a dinastia dos Bourbon, em que se destaca o rei Luís XIII (entre 1610 e 1643) e Luís XIV (entre 1643 e 1715), conhecido como o “Rei Sol”.

Já na Inglaterra, os principais nomes do Absolutismo foram o rei Henrique VIII (entre 1509 e 1541), a rainha Elizabeth I (entre 1558 e 1603) e o rei Henrique VIII. Em Portugal, destaca-se D. João V (entre 1707 e 1750) e nomes que fizeram parte da colonização do Brasil, como o imperador D. Pedro I (entre 1822 e 1831).

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Como esse tema cai no Enem?

O Absolutismo no Enem aparece no caderno de Ciências Humanas e suas Tecnologias, em questões de História ou até mesmo de Sociologia e Filosofia. Além disso, a base desse sistema político, isto é, a concentração de poder nas mãos de poucos, pode ser abordada em questões de atualidades.

Por exemplo, o tema pode ser relacionado com o fenômeno do nepotismo e suas implicações na ordem social e política de uma democracia. Ainda, vale a pena revisar as causas da ascensão desse sistema e os motivos de seu enfraquecimento, sobretudo os aspectos filosóficos relacionados ao século das luzes.

Abaixo, separamos um exemplo de questão interdisciplinar do Enem com essa temática, presente na edição de 2015:

[Questão 26, Caderno Azul, 1º dia, Enem 2015]

A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar.

(HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Martins Fontes, 2003.)

Para Hobbes, antes da constituição da sociedade civil, quando dois homens desejavam o mesmo objeto, eles

a) entravam em conflito.

b) recorriam aos clérigos.

c) consultavam os anciãos.

d) apelavam aos governantes.

e) exerciam a solidariedade.

A resposta certa é letra a. De acordo com Hobbes, a natureza do ser humano era caótica e, para evitar os conflitos, era necessário firmar um pacto social, em que todos renunciavam à liberdade irrestrita para garantir a paz. Trata-se de uma explicação filosófica para a concentração de poder nas mãos de um soberano.

Por que resolver questões dos anos anteriores?

Se você já tem um plano de estudos em mãos, não deixe de incluir a resolução de exercícios para a fixação de conteúdos. A melhor forma de fazer isso é contar com as provas anteriores do Exame, disponibilizadas pelo Inep.

Resolver questões que já caíram no próprio Enem é excelente para que você saiba o que esperar da prova e se familiarizar com o estilo de cobrança proposto no Exame.

Como estudar para o Enem?

Aqui no blog Vestibulares, você encontra diversos conteúdos para a sua preparação. Além de resumos de tópicos importantes da prova do Enem, temos também materiais voltados para a organização de uma rotina de estudos e para o planejamento da sua graduação, desde a escolha de um curso até as possibilidades de bolsas e financiamentos para a sua permanência na faculdade.

Então, na hora de estudar para o Enem e planejar sua vida acadêmica, não deixe de navegar pelo blog, hein?

Pronto para estudar?

Diante dessa leitura, você já tem uma boa base sobre o que é o Absolutismo. Para potencializar sua preparação e garantir um bom desempenho nos vestibulares e no Enem, não deixe de assistir videoaulas, realizar exercícios e revisar seus resumos.

Aproveite que está aqui e descubra também como estudar o Imperialismo para o Enem!

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