Queda do Muro de Berlim: o que você precisa saber

muro de berlim

Alguns acontecimentos marcam a humanidade. Alguns bons exemplos são a descoberta do fogo, a Revolução Francesa, a Revolução Industrial… E, claro, alguns momentos específicos também costumam fazer história. Esse é o caso da Queda do Muro de Berlim, tema de nossa conversa neste post!

Esse evento histórico aconteceu no período conhecido como Guerra Fria, que se sucedeu ao fim da Segunda Guerra Mundial. Foram anos um tanto quanto “estranhos”, nos quais partes politicamente opostas do mundo travaram uma batalha sem o uso de armas.

Sendo assim, nos próximos minutos faremos uma viagem no tempo. Visitaremos um período que começou nos anos 1950 e, em seguida, viajaremos rapidamente para o fim dos anos 1980, quando o muro de Berlim, na capital da Alemanha, foi derrubado. Vamos lá?

Queda do Muro de Berlim: o contexto

Antes de explicarmos o que foi a Queda do Muro de Berlim, precisamos contextualizar esse acontecimento. Afinal, na História, nada simplesmente acontece “por um passe de mágica”. Todos os eventos são fruto de um processo gradual e, muitas vezes, lento, como foi o caso.

Por isso, para compreendermos bem a derrubada desse muro físico e simbólico — explicaremos isso com mais detalhes à frente —, precisamos voltar no tempo e discutir sobre a Guerra Fria. Tudo pronto?

O início da Guerra Fria

A Segunda Guerra Mundial deixou marcas profundas em todo o mundo. Alguns países foram mais afetados do que outros, mas uma coisa é certa: ninguém saiu ileso.

Bom, quase ninguém. Ainda que com muitas perdas, duas nações saíram vitoriosas e fortalecidas do combate: os Estados Unidos da América e a União Soviética (URSS), hoje já extinta.

Com o fim da Guerra, surgiu um novo tipo de embate entre os países que, meses antes, estavam do mesmo lado do campo de batalha: a luta pela hegemonia mundial, ou seja, o controle político do globo.

Assim, surgiu a disputa entre os dois sistemas econômicos vigentes naquela época: o capitalismo (de Adam Smith) e o comunismo (de Karl Marx).

As características desse período

Uma das principais características do período da Guerra Fria é a polarização do mundo. Ele ficou, de certa forma, dividido entre os dois sistemas mencionados acima. Sendo assim, tínhamos os países que seguiam os EUA e os que eram aliados da URSS.

Isso nos leva a outra característica importante: a interferência dos dois países na política de outras nações, fazendo de tudo para conquistar mais aliados. Por fim, não podemos deixar de mencionar a corrida armamentista e espacial. Como não brigavam literalmente, com o uso de armas, a disputa passou a ser tecnológica e ideológica.

Você pode conferir mais informações sobre o período da Guerra Fria e todas essas características acessando o site Trilha do Enem!

A construção do Muro

Com tudo isso, você deve estar se perguntando: em que parte entra o tal muro? Qual é a história do Muro de Berlim? A Alemanha nem participou de tudo isso?

Na verdade, a Alemanha foi o começo de toda essa história. Afinal, ela foi o epicentro de todo o conflito da Segunda Guerra Mundial e, claro, foi a nação mais prejudicada com o fim da guerra.

A polarização mundial chegou à Alemanha por volta do final dos anos 1950. E o grande símbolo dessa situação foi a construção de um muro que, literalmente, separava a capital da cidade em dois locais distintos.

O lado Oriental ficou sob domínio russo, portanto, comunista. Já a parte Ocidental, sob domínio norte-americano, capitalista. Ele foi construído pelos governantes da União Soviética quase às escuras, pegando a população de surpresa, separando famílias por décadas e gerando muita insatisfação.

As causas da Queda do Muro de Berlim

Como tudo na História, um dia o Muro de Berlim chegou ao fim. É importante, para o estudo para vestibular, que tenhamos a noção de que os eventos históricos não têm um começo, um meio e um fim delimitados.

Os eventos se dão por conta de processos. E, assim aconteceu com a Queda do Muro de Berlim. Ele começou a ser derrubado muito antes de o primeiro tijolo ser retirado.

Tudo isso começou com a perda da força da União Soviética no cenário mundial. Por conta do isolamento do grupo, tanto político quanto econômico, e dos grandes gastos com as corridas espaciais e armamentistas, o país se viu frente a uma crise muito forte.

Isso foi fazendo com que a insatisfação da população, que já era grande, crescesse cada vez mais. Os líderes russos até tentaram implementar algumas medidas — como as famosas Glasnost e Perestroika, de Mikhail Gorbatchev —, mas sem sucesso.

Sendo assim, em 9 de novembro de 1989, o muro começou a ser destruído pelos moradores de Berlim.

Os impactos sociais, políticos e econômicos da Queda do Muro de Berlim

Pode parecer bobagem, mas a derrubada desse grande muro de tijolos foi um evento essencial para que estejamos onde estamos hoje. Como dissemos, esse evento é muito simbólico e não apenas físico.

Por isso, ainda que a queda do Muro tenha significado a reunificação de muitas famílias e a volta ao estado normal na cidade de Berlim — e em toda a Alemanha, que voltou a ser uma só —, muitas coisas mudaram na sociedade após esse marco.

Com o fim do Muro, ocorreu, também, a extinção da União Soviética. Lembrando, novamente, que tudo isso não ocorreu “do nada”: foi um grande processo, no qual países declararam a sua independência do bloco, fazendo com que o mapa-múndi assumisse a forma que conhecemos hoje em dia.

E, claro, isso intensificou o processo de globalização. Hoje, o capitalismo é o sistema dominante em todo o planeta. E é por isso que, atualmente, as relações entre as nações são tão diretas: a maioria delas fala, de certa forma, a mesma língua econômica.

O protagonismo dos jovens na derrubada do Muro

O Muro de Berlim foi conhecido por muitas pessoas pelo apelido de “o muro da vergonha”. Por isso, de certa forma a sua derrubada também foi a retomada do orgulho alemão para aquelas pessoas. Não é à toa que, atualmente, essa é uma das nações mais ricas e bem-sucedidas de todo o planeta.

Boa parte desse processo de derrubada se deu graças aos jovens, que cresceram em meio à construção do muro e estavam muito insatisfeitos com aquela situação. Isso mostra que a força das gerações mais jovens é inigualável.

Por isso, você que está lendo este texto agora, tenha em mente que você pode, sim, mudar o mundo. E já o está fazendo: estudar é um ato político e adquirir conhecimento é a melhor arma contra as injustiças!

O que a Queda do Muro de Berlim significa atualmente

Está lembrado que dissemos que estudar História é compreender processos e impactos causados pelos eventos na sociedade, certo?

A Queda do Muro de Berlim é algo que gera consequências até os dias atuais. Ela simboliza uma série de fatores, como a vitória do capitalismo e o surgimento forte da globalização.

No entanto, há um simbolismo ainda maior por trás disso: o de que não podemos criar muros entre nós. Isso nos leva a um tema muito popular de atualidades:

  1. as propostas de construção de muros pelo presidente norte-americano Donald Trump;
  2. segregação de imigrantes por parte de alguns países da Europa (como a Hungria), entre outros.

Fazer essas relações mentais e estabelecer uma ligação entre eventos históricos distintos é fundamental para as provas de vestibular. Sem contar que isso pode ajudá-lo, e muito, na redação do Enem!

Gostou de saber mais sobre a Queda do Muro de Berlim e todo o processo que envolveu esse grande acontecimento? Agora, é hora de pôr as mãos na massa e estudar bastante esse assunto e todo o seu contexto histórico. Afinal, compreender bem esse assunto é fundamental para o vestibular e toda a vida acadêmica.

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