Guerra Fria: como o tópico pode cair no Enem?

bandeiras da urss e eua guerra fria

O Enem traz uma oportunidade importante para pessoas de todo o país que desejam ingressar no ensino superior. Dividido em quatro áreas principais, o exame busca testar o domínio do candidato em relação a cada matéria e sua capacidade de manejar os conhecimentos. Para complementar, é necessário escrever uma redação.

No caderno das Ciências Humanas e suas Tecnologias, as questões de História no Enem costumam ser desafiadoras. Elas trazem inúmeros detalhes e tópicos, podendo gerar confusão nas interpretações ou análises. Para não se perder, é importante seguir as dicas certas para ordenar e fixar os saberes estudados.

Um aspecto importante é garantir os principais episódios históricos, pois eles quase sempre são cobrados. Neste post, você descobre o que é a Guerra Fria e como estudá-la! Continue a ler para ter esse assunto sempre na memória!

O que foi a Guerra Fria?

A Guerra Fria foi um período caracterizado por fortes tensões geopolíticas entre a União Soviética e os Estados Unidos. O marco oficial para seu início é a Doutrina Truman, em 1947. O término é situado na dissolução da União Soviética, em 1991.

A origem das tensões é atribuída a um confronto entre o capitalismo e o comunismo, mas é falso supor que existem demônios ou santos na questão. Ambos os polos contribuíram para a existência de conflitos horríveis, que trouxeram morte e destruição para diversos países.

O fenômeno da Guerra Fria envolve sim uma série de choques ideológicos, porém as coisas são ainda mais complexas. De certa maneira, ela corresponde a uma disputa geopolítica por influência global, quando EUA e URSS rompiam sua aliança temporária com a Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra.

Além das diferenças de sistemas e ideias, existem fatores econômicos ligados à existência do conflito. A compreensão deles é fundamental para se obter uma visão mais completa do episódio.

Após o fim da Segunda Guerra, o presidente estadunidense Harry Truman foi ao congresso e pediu verba para combater o avanço do comunismo. Em seu discurso, ele transformava a questão em um problema moral, afirmando que era dever da nação combater o avanço soviético.

A partir de então, Truman executou um pacote de medidas controversas para livrar a Europa do inimigo. O elemento decisivo foi o chamado Plano Marshall, que traçava um projeto de recuperação para uma Europa destroçada pela guerra. Junto aos empréstimos e às parcerias, Truman queria aumentar sua influência no continente, “garantindo um mercado”.

Não custa lembrar que a própria URSS estava destruída pela guerra e, por isso, buscava garantir, a princípio, apenas a manutenção de seus interesses. Porém, Truman se utilizou de um discurso alarmista para pintar os soviéticos como vilões expansionistas e intensificar a polarização.

Por que ela leva esse nome?

O uso do termo “fria” diz respeito à ausência de confrontos diretos entre as duas superpotências. Os Estados Unidos e a URSS não jogaram mísseis um no outro para medirem suas forças. Em vez disso, cada um apoiava lados diferentes em conflitos regionais violentos, conhecidos como “guerras por procuração”.

Dessa forma, a soberania territorial dos dois países era mantida, enquanto eles apostavam alto na vida e na morte de outros territórios. Muita destruição ocorreu ao redor do globo com dinheiro e armamentos fornecidos pelos dois blocos.

Um aspecto importante para a inexistência de um combate direto foi a doutrina da destruição mutuamente assegurada. Ela dizia que pelo fato dos dois países serem munidos de tecnologia nuclear, ambos acabariam destruídos. Confira a seguir, junto das principais características do fenômeno, quais foram os principais conflitos “indiretos”.

Quais são as principais características da Guerra Fria?

A Guerra Fria é complexa e requer dedicação para se compreender todos os pontos. Uma boa estratégia é organizar os estudos e ter em mãos os melhores aplicativos para o vestibular. Aqui você encontra um resumo de algumas das principais características do fenômeno.

Corrida armamentista

Em sintonia com a doutrina da destruição mutuamente assegurada (em inglês, MAD, que significa “loucura”), as nações desenvolviam armas cada vez mais brutais para intimidar o oponente. A Guerra Fria desencadeou uma verdadeira corrida armamentista, com participação crescente das poderosas empresas bélicas.

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Os dois estados investiam pesado em tecnologias de guerra e realizavam mobilizações militares com frequência. Era uma disputa silenciosa que contribuiu para acirrar as tensões e deixar o mundo em estado de alerta.

Corrida espacial

Em geral, o avanço das tecnologias espaciais é visto com um dos trunfos da espécie humana. No entanto, também pode ser situado nas competições tecnológicas entre EUA e URSS.

Equipamentos com foguetes e mísseis possuem mecanismos interligados. Satélites, por sua vez, também funcionam como máquinas de espionagem e vigilância. Mais tarde, o astronauta Frank Borman chegou a descrever o desembarque da Apollo na lua como “apenas uma batalha na Guerra Fria”.

Caça às bruxas

Na Idade Média, o capítulo sangrento da caça às bruxas envolveu o assassinato e a perseguição de milhares de pessoas, na maioria mulheres. Elas eram queimadas ou executadas por motivos políticos ou religiosos.

A versão moderna desse episódio foi a caça às bruxas do comunismo. É o que costuma ocorrer quando os poderosos pintam um inimigo imaginário para manipular a população. Sob o comando do Senador Joseph Raymond McCarthy, pessoas foram acusadas, julgadas e executadas sem um processo de justiça democrático.

Crise dos mísseis

Um dos momentos de maior tensão da Guerra Fria foi desencadeado pela instalação de uma base de mísseis soviética em Cuba. Embora não representasse ameaça séria aos EUA, prejudicava a imagem do então presidente John F. Kennedy.

O governo estadunidense ameaçou a URSS de guerra. Para amenizar a situação, os soviéticos retiraram os mísseis de Cuba. Em troca, os estadunidenses retiraram mísseis de uma base da Turquia.

Conflitos da Guerra Fria

Os conflitos sob influência da Guerra Fria estão entre os mais violentos do século XX. Embora os episódios sejam inúmeros, pode-se considerar que os dois principais são a Guerra da Coreia e a Guerra do Vietnã.

A Guerra da Coreia foi um conflito armado entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul entre 1950 e 1953. A primeira era apoiada pela China e URSS, a segunda pela ONU e pelos EUA. O conflito deixou mais de 3 milhões de mortos e manteve o país dividido, com instabilidade ainda maior.

A Guerra do Vietnã ocorreu entre 1959 e 1975. Os norte-vietnamitas foram apoiados pela China e URSS e os sul-vietnamitas pelo Bloco Ocidental.

Dessa vez, os estadunidenses invadiram o país e usaram uma das armas mais terríveis da história da humanidade, o Napalm, desenvolvido por empresas como a Dow Chemical e a Monsanto. Quando os EUA se retiraram, o Vietnã estava destroçado e contabilizava cerca de 3 milhões de mortos e desaparecidos.

Como a Guerra Fria pode ser cobrada no Enem?

Em novembro do ano passado, a queda do muro de Berlim completou 30 anos. Por isso, podem ser solicitadas análises sobre as consequências da Guerra Fria, o peso dos EUA como potência mundial, a ameaça nuclear, a OTAN e o Pacto de Varsóvia e o Macarthismo.

Além disso, todos os pontos citados neste artigo podem ser abordados pelo Enem e vale a pena aprofundar cada um com calma nas suas horas de estudo. Faça uma linha do tempo com os principais acontecimentos, buscando entender a relação entre eles e como contribuíram para moldar o mundo atual.

Busque uma compreensão ampla sobre a Guerra Fria e continue a aprender com aulas e leituras. Para otimizar o seu progresso, acesse também o Trilha do Enem e monte um plano de estudos personalizado.

Se você gostou deste guia resumido, leia sobre outros assuntos que costumam cair no Enem, como a Primeira Revolução Industrial. Continue a caprichar nos estudos para arrasar na prova de História!

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