Comunismo: o que é e como pode cair no vestibular?

Entender o que é o Comunismo é mais que apenas realizar uma abordagem política. Comunismo, Socialismo e Marxismo têm implicações sociais fortes, assim como acabaram se transformando em sólidas correntes filosóficas contemporâneas.

Ou seja, é um conceito presente nas Ciências Sociais, na Política, na Filosofia e na História, já que deu início a diversos movimentos que sacudiram o século 20. As concepções socialistas fazem parte da orientação política de muitas pessoas nos dias de hoje, e vão ser essenciais se você pretende escolher um curso na área de Ciências Humanas.

Neste artigo, você confere os pressupostos comunistas fundamentais, assim como um pouco da história e da importância desse movimento. Leia até o fim e fique por dentro desse tema, que pode, inclusive, cair na prova do Enem. A seguir, você confere as respostas para as seguintes questões:

  • Afinal, o que é o Comunismo?
  • O que é preciso saber sobre o Comunismo antes de prestar vestibular?

Afinal, o que é o Comunismo?

Formalmente falando, sua origem é atribuída a dois filósofos alemães: Karl Marx e Friedrich Engels. Eles o conceberam como ideia a partir da análise do cenário político-econômico da sua época, o século 19.

Esses pensadores puderam estudar eventos marcantes como a Revolução Francesa, e presenciar a expansão das potências europeias para a África e as Américas por meio das colonizações, em um movimento que hoje é conhecido como Colonialismo.

A visão de Marx e Engels era baseada na ideia de que as desigualdades entre os homens deveriam ser abolidas e que o mundo poderia caminhar para um regime político que prezasse pela igualdade (inclusive material) entre eles.

Assim, o Comunismo, como conceito, foi cunhado com a constatação de que as classes sociais são inconciliáveis e de que há mecanismos políticos que atuam para manter a desigualdade entre os homens, conferindo mais poder àqueles que são detentores dos meios de produção. Essa classe foi batizada pelos dois filósofos de “burguesia”.

A classe explorada pelos burgueses, chamada por eles de “proletariado”, deveria, portanto, tomar em suas mãos o poder do Estado. Em seguida, eles encabeçariam uma revolução que promovesse a igualdade econômica e social entre os homens.

O que é preciso saber sobre o Comunismo antes de prestar vestibular?

Abaixo, vamos listar alguns tópicos a respeito do tema que podem fazer parte das questões de vestibular. Elas, junto da origem do Comunismo e das correntes filosóficas que o inspiraram, podem nortear uma eventual redação sobre o tema.

As características do Comunismo

O Comunismo é uma corrente filosófica, mas também um movimento político. Assim, Marx e Engels inspiraram-se na filosofia dialética de Hegel para criar o conceito de materialismo histórico, um dos maiores diferenciais do comunismo com relação a teorias que vieram antes e depois.

O materialismo histórico é a conclusão de que os movimentos sociais não são obras de ideias dos intelectuais, mas das massas de trabalhadores e de camponeses. Afinal, embora haja sempre um conceito por trás das revoluções, o povo é que transforma essas ideias em realidade por meio da luta de classes e da Revolução.

Outra característica do Comunismo é que ele é um estado de coisas que pressupõe a abolição das classes sociais e da propriedade privada, o que é resultante da sua instauração.

O Manifesto Comunista

O livreto O manifesto do Partido Comunista, lançado por Marx e Engels em 1848, é uma síntese das ideias comunistas e, ao mesmo tempo, um convite à enorme revolução que viria na sequência, como resultado dessas ideias.

É preciso saber que esse manifesto é uma das principais (senão a principal) obra do movimento. Nele, é sintetizado de modo claro e conciso o que seria o objetivo final do movimento comunista: a união dos trabalhadores e a Revolução.

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O movimento Marxista

É importante compreender que Marxismo, Socialismo e Comunismo não são sinônimos. O Marxismo compreende o conjunto das teorias elaboradas pelo filósofo e economista alemão Karl Marx, teorias que são empregadas para além dos contextos comunistas e socialistas.

Por exemplo, a obra O capital é uma análise acurada do Capitalismo e de suas características, nada tendo de socialista ou de comunista. Antes de elaborar a tese da revolução do proletariado, Marx estudou bastante a organização social e política de sua época. Da mesma forma, ainda hoje, seus pensamentos servem a práticas que não podem ser consideradas socialistas ou comunistas.

O contexto da Guerra Fria

A Guerra Fria aconteceu, de certo modo, como uma decorrência da Segunda Guerra Mundial e da Revolução Socialista Russa, quando Lenin e o Exército Vermelho venceram a luta contra a resistência organizada pelos países europeus que fizeram o enfrentamento da expansão comunista.

Depois de vencer essa guerra, a Rússia aderiu ao Socialismo, passando a anexar outros países comunistas próximos, formando a chamada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, antiga URSS.

A partir de 1947, começa um período de hostilidades entre os Estados Unidos, a emergente potência capitalista, e a União Soviética.

Esse período, conhecido como Guerra Fria, nunca culminou no confronto armado entre as duas potências, mas gerou uma enorme disputa político-ideológica no mundo, que durou até 1991. O grande marco do fim da Guerra Fria foi a queda do muro de Berlim, que completou 30 anos em 2020.

A queda do muro de Berlim

Simbolicamente, a queda da muralha que dividiu a Alemanha Ocidental (capitalista) da Alemanha Oriental (socialista) marca o fim do Socialismo no mundo contemporâneo. Então, ele pode ser considerado também como o marco do fim da Guerra Fria.

A União Soviética não conseguiu manter um alto padrão econômico, e tecnologicamente, vinha ficando defasada com relação a outras potências. O acidente com a usina de Chernobyl, assim como os gastos com a guerra do Afeganistão fragilizaram ainda mais essa economia, o que desmembrou um país à beira do colapso econômico.

As diferenças entre Comunismo e Socialismo

Sendo o Comunismo um modelo econômico sem classes sociais, baseado na cooperação e na divisão igualitária de bens, o Socialismo seria uma etapa para se chegar a esse modelo.

No Comunismo, o Estado deixa de existir para ceder lugar a essa divisão. No Socialismo, no entanto, o Estado tem o papel de organizar a distribuição igualitária dos trabalhos e dos serviços.

Os historiadores são unânimes em dizer que, embora o Socialismo tenha existido e ainda exista em alguns países, nunca chegou a haver uma nação comunista no mundo.

O Comunismo pode aparecer no vestibular na prova de História, de Filosofia ou mesmo Redação. Se isso acontecer, tente adaptar a abordagem à disciplina de origem, e evite apenas explicações políticas sobre o assunto.

Se precisar de mais ideias sobre a prova, use o gabarito do Enem de anos anteriores para se orientar. A Trilha do Enem também pode ajudar muito nos estudos, por ter simulados e videoaulas gratuitos.

E lembre-se: as questões vão pedir para você ser isento na sua resposta. Evite tomar partido a favor ou contra o movimento. Limite-se a apresentar as características e as implicações do Comunismo no mundo e no pensamento.

E não deixe de ler também o nosso artigo sobre a Revolução Industrial, um dos movimentos que inspiraram Marx e Engels a elaborarem as ideias socialistas e comunistas!

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