Etnocentrismo: o que é e como cai no Enem?

Etnocentrismo

O etnocentrismo é uma percepção do mundo com viés discriminatório, hostil e unilateral que considera um povo superior aos outros. Mas como saber quando ele ocorre na prática? Como evitar o alastramento dessa visão de mundo?

Na realidade, essa concepção deturpada está em atitudes aparentemente inofensivas. Por exemplo: quando contamos uma piada associando portugueses à pouca inteligência.

Porém, esse sentimento já foi causador de condutas brutais, como a escravização de povos africanos no Brasil (1535-1888) e o extermínio de judeus na Europa durante a Segunda Grande Guerra (1939-1945).

O assunto cai direto em processos seletivos, mas esse não é o único motivo para estudá-lo. Afinal, esse tema é uma linda lição de vida. Ficou com vontade de saber mais? Então, venha com a gente!

O que é o etnocentrismo?

Para entender direitinho o que é etnocentrismo, é legal conhecer a origem da palavra. A expressão vem da mistura de “etnia” (grupo social) e “centrismo” (pôr algo no centro, dar prioridade a).

Portanto, podemos afirmar que o etnocentrismo é o costume de enxergar pessoas de outras culturas de modo inferiorizado e, ao mesmo tempo, acreditar que a sua própria etnia é a única correta, verdadeira e adequada.

Com quais formas de preconceito o etnocentrismo está relacionado?

O etnocentrismo no Enem e nos vestibulares pode aparecer meio escondido ou de forma indireta. Isso porque existem diversas vertentes dessa maneira de pensar. Por exemplo: o racismo é uma forma etnocêntrica de enxergar o mundo. Veja a seguir algumas das várias facetas do etnocentrismo!

Xenofobia

A xenofobia é o ódio e a discriminação a estrangeiros. Além disso, geralmente ela é agravada por problemas políticos e sociais que forçam muitas pessoas a abandonarem suas nações para reestabelecer a vida como imigrantes em outros países.

Racismo

No século XIX, a Antropologia cometeu o equívoco de classificar o grau de desenvolvimento de um povo com base na raça, uma característica biológica que hoje não existe mais.

Na história mais recente, o homem branco europeu foi colocado em posição de destaque. Na contramão dele, índios, negros, orientais e demais povos eram considerados inferiores.

O racismo no Brasil é tema recorrente nas provas do Enem e dos vestibulares, porque ele persiste até os dias atuais em um nível bastante elevado e preocupante. Esse problema pode ser traduzido em números. Por exemplo: 54% da população brasileira é negra, mas somente 17% dos negros estão entre os mais ricos do país.

Intolerância religiosa

A visão etnocêntrica religiosa tende a considerar as correntes de fé cristãs como as corretas e as demais como profanas, diabólicas, entre outras denominações pejorativas.

Quais são os exemplos históricos desse tipo de sentimento?

Infelizmente, não faltam exemplos históricos sobre o etnocentrismo. Aliás, ele foi usado como argumento para cometer muitas barbaridades ao longo da evolução humana.

Até mesmo a ciência da Antropologia nasceu sob conceitos etnocentristas. Desse modo, os primeiros estudos antropológicos eram recheados de preconceito, hostilidade e discriminação.

Por exemplo: os pesquisadores ingleses Herbert Spencer e Edward Burnett Tylor defendiam a ideia de que americanos, africanos e asiáticos eram povos menos desenvolvidos do que os europeus.

Veja alguns exemplos para entender o que é etnocentrismo na prática.

Ku Klux Klan nos Estados Unidos

A Ku Klux Kan foi uma seita norte-americana surgida em 1865. Desse modo, seus integrantes pregavam a supremacia branca e cristã. Por causa disso, os associados se vestiam com roupas fantasmagóricas e capuzes para atacar principalmente negros. Além de funcionar como um símbolo desse grupo intolerante, os trajes serviam para esconder a identidade dos agressores.

Ataques contra as religiões de matrizes africanas

No nosso país, o etnocentrismo religioso ocorre quase todos os dias, tendo como alvo majoritariamente as crenças de origem africanas. Dessa forma, são vários os casos de agressões a adeptos da Umbanda, do Candomblé e similares.

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Templos de religiões africanas foram atacados no Rio de Janeiro até mesmo no auge da pandemia do novo coronavírus. Basta uma passadinha nos noticiários para ver que os casos, infelizmente, são corriqueiros.

Holocausto

O Holocausto foi o genocídio de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Esse episódio consistia em um projeto do Estado nazista alemão para matar sumariamente as pessoas desse grupo social e religioso.

Assim, sob o comando de Adolf Hitler, essa massa de pessoas foi brutalmente assassinada. Apesar de ser um evento muito triste, lembre-se dele na hora de estudar História para o Enem!

Aparthaid

Mais um caso de etnocentrismo foi o Apartheid na África do Sul, um regime de separação racial que negava os direitos políticos, sociais e econômicos dos negros.

Instalado nesse país em 1948, esse modelo foi colocado em prática pelo Novo Partido Nacional. Na ideia etnocentrista, somente os brancos, que eram a minoria, tinham direito a votar e a adquirir terras. Além disso, muitos locais não permitiam a entrada de negros.

Qual a diferença entre etnocentrismo e relativismo cultural?

Como mencionamos, no Enem e no vestibular, o etnocentrismo pode cair de forma indireta ou mesmo oposta a esse conceito. Afinal, muitas faculdades têm perguntas sobre o relativismo cultural, que se contrapõe ao sentimento preconceituoso.

Assim, o relativismo cultural é uma maneira de olhar o mundo com mais tolerância e generosidade. Nesse modo de ver a vida e as coisas, as outras culturas são tão valorizadas como a sua própria.

Como evitar o alastramento dessa visão de mundo?

A melhor forma de evitar o etnocentrismo é entender o conceito lá no fundo da alma. Isso é importante para toda vida, e não apenas por causa da nota do Enem. Por essa razão, não se preocupe apenas com o etnocentrismo no vestibular.

Assim, ao escrever uma redação, você não corre o risco de deixar escapar ideias preconceituosas, que serão malvistas pelos avaliadores. Mas o principal motivo mesmo é se tornar um ser humano melhor e um futuro profissional ético.

Ou seja, certamente a educação é a melhor forma de combater o etnocentrismo. Por esse motivo, use o que você aprendeu sobre o tema tanto para ir bem nas provas como para ajudar a construir um mundo mais justo e igualitário.

Como se preparar para o etnocentrismo no Enem?

O etnocentrismo no Enem pode cair em perguntas sobre atualidades e comportamentos sociais. Além disso, o assunto também pode ser cobrado na redação. Veja um exemplo de questão cobrada há alguns anos no exame.

Enem (2013)

Etnocentrismo

O cartum faz uma crítica social. A figura destacada está em oposição às outras e representa a

a) a opressão das minorias sociais.

b) carência de recursos tecnológicos.

c) falta de liberdade de expressão.

d) defesa da qualificação profissional.

e) reação ao controle do pensamento coletivo.

Resposta: letra e.

Como já dissemos, o tema também pode aparecer na redação. Diante disso, para ter mais argumentos na hora de escrever sobre o assunto e incluir a sua proposta de intervenção, não limite seus estudos aos livros pedagógicos. Ou seja, leia notícias, artigos e crônicas sobre etnocentrismo.

Além disso, fique atento a assuntos como trabalho infantil, feminicídio, desigualdade social etc. Caso sinta necessidade de ajuda para estudar tudo isso, visite o Trilha do Enem. Nele, você encontra aulas e exercícios sobre esse tópico e muitos outros temas!

Continue sua preparação!

Saber o que é etnocentrismo é fundamental durante sua preparação para o Enem e demais vestibulares. Além disso, compreender a perversidade dessa visão certamente vai fazer de você uma pessoa melhor.

Por falar em entender mais a respeito do comportamento humano, que tal continuar lendo sobre a nossa sociedade? Conheça a história da burguesia e saiba como estudar!

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