Apartheid: o que foi e como estudar para o Enem?

Apartheid

De origem africana, a palavra Apartheid significa “vidas separadas”. Trata-se de um assunto que frequentemente está presente no Enem e pode surgir com mais força nas próximas edições, em razão dos vários casos de racismo registrados ao redor do mundo, principalmente nos Estados Unidos.

Para ajudá-lo a entender melhor o assunto, neste post vamos mostrar os principais aspectos do Apartheid e como o tema pode ser cobrado na prova. Confira!

O que foi o Apartheid?

Presente na África do Sul desde o século XVII ainda no período da colonização holandesa e inglesa, o Apartheid foi um regime de segregação racial, que excluía os negros dos direitos sociais, econômicos e políticos do país.

Oficialmente, foi implementado em 1948 por meio da ascensão do Novo Partido Nacional, fazendo com que somente a população branca (a minoria) tivesse direito ao voto. Além dessa exclusão, os negros não podiam comprar terras em grande parte da África do Sul, nem frequentar ambientes que eram restritos aos brancos.

De uma maneira geral, tratava-se de um regime que discriminava e excluía os negros de quase tudo dentro do próprio país de origem, tratando-os como seres humanos inferiores.

Casos de violência, humilhações, estupros e assassinatos eram comuns, sem nenhuma punição aos autores dos crimes, sempre respaldados pelas leis que valorizavam os brancos como sendo de uma raça superior.

Quais eram as regras do Apartheid?

O regime de segregação valorizava imensamente os brancos de origem europeia, como holandeses e ingleses, criando leis que valorizassem os seus próprios interesses.

Já aos negros, as regras eram rígidas e condenatórias, excluindo-os dos direitos básicos, ou seja, viviam a mercê da sociedade e sempre sem possibilidades de ascensão social ou econômica. Entre as regras do sistema, podemos citar:

  • proibição do casamento entre brancos e negros, a partir de 1949;
  • proibição da circulação de negros em algumas áreas das cidades, a partir de 1950;
  • obrigação da declaração do registro de cor para todos os sul-africanos, branco, negro ou mestiço, a partir de 1950;
  • criação de bairros exclusivos para negros, também conhecidos como bantustões, a partir de 1951;
  • proibição do acesso de negros em determinados locais públicos, incluindo bebedouros e banheiros, a partir de 1953;
  • elaboração de um sistema educacional diferenciado direcionado aos negros que viviam nos bantustões, a partir de 1953;
  • proibição da relação sexual entre as raças diferentes.

Assim, o Apartheid foi o responsável por anos de chumbo, extremamente violentos e desiguais na África do Sul, fazendo com que os negros sofressem nas mãos dos poderosos que, muitas vezes, nem eram nascidos no país.

Como ocorreu o fim do Apartheid?

As revoltas contra o sistema de segregação começaram bem antes do seu fim. Iniciaram em 1912 por meio da criação de uma organização que era conhecida como Congresso Nacional Africano (CNA).

Dessa maneira, o CNA deu o pontapé para os atos de desobediência civil. Aos poucos, foi conquistando novos integrantes, engrossando a luta contra o Apartheid. No entanto, o regime de exclusão começou a ser combatido de frente com mais intensidade a partir da década de 1950.

Dez anos depois, houve um massacre de 60 negros que estavam se manifestando contra o Apartheid em um ato que ficou mundialmente conhecido como Massacre de Sharpeville.

Após esse brutal ato de violência contra os negros, a onda de protestos cresceu como um tsunami, inclusive com manifestações em outros países. E foi exatamente na década de 1960 que o líder do CNA, Nelson Mandella, foi preso e condenado à prisão perpétua (falaremos mais sobre ele adiante).

Na chegada aos anos 1980, o domínio dos brancos na África do Sul já não é o mesmo e está em nítida crise. Como consequência, as manifestações contra o Apartheid crescem vertiginosamente e dominam o país.

Além disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) entra na briga pelo fim do regime, mas o então presidente Pieter Willem Botha se mantém irredutível e continua com o regime de exclusão social.

Frederik de Klerk

Apesar da permanência do regime, a população já não suportava mais as regras do Apartheid. Com a pressão da comunidade internacional, um novo presidente é eleito e começam as mudanças tão aguardadas.

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Era Frederik de Klerk, que assumiu a presidência da África do Sul em 1989, com a promessa de iniciar uma revolução para derrubar o Apartheid. E, realmente, elas aconteceram.

A primeira delas foi aceitar a legalidade do Congresso Nacional Africano, mas a mais importante de todas foi a libertação de Nelson Mandela da prisão, em 1990, após 27 anos encarcerado. Além disso, Klerk revogou as leis raciais, como o retorno das terras aos negros. Ou seja, era o princípio do fim do Apartheid.

No entanto, o regime só foi enterrado de vez com a realização de um plebiscito em 1992, voltado somente aos brancos. Na votação, 69% dos eleitores optaram pelo fim do Apartheid.

Um ano depois, em 1993, tanto Klerk quanto Nelson Mandela são agraciados pelo Prêmio Nobel da Paz. Em 1994, Mandela é eleito o primeiro presidente negro da África do Sul.

Nelson Mandela

Você está se perguntando quem foi Nelson Mandela? Pois saiba que ele foi o principal líder africano que lutou contra o Apartheid, além de ter escrito uma brilhante história educacional e de luta em prol dos direitos civis.

Mandela se formou em Direito na primeira faculdade do país a receber alunos negros e começou a militar no Congresso Nacional Africano, sempre em oposição ao regime de segregação. Além de ter sido o primeiro negro a fundar um escritório de advocacia na África do Sul, ele também foi o primeiro presidente negro do país, sendo eleito em 1994.

Nelson Mandela foi a principal liderança que atuou na militância política contra o Apartheid e também bateu de frente com o Imperialismo.

Pelo fato de seu envolvimento com o CNA, acabou sendo condenado à prisão perpétua. Inclusive, ele chegou a receber a oferta de liberdade em troca da desistência pela militância, mas rejeitou e continuou preso.

Sua luta foi reconhecida internacionalmente e seu nome é importantíssimo para a História, pois sempre manteve os ideais em defesa do povo africano.

Como o Apartheid é cobrado na prova do Enem?

Mesmo com o passar dos anos, os casos de racismo continuam presentes na sociedade. Recentemente, houve o caso de George Floyd nos Estados Unidos, negro morto por um policial branco em uma ação truculenta.

Sendo assim, a prova do Enem pode fazer ligação das atualidades com fatos históricos referentes ao Apartheid e, até mesmo, à escravidão e à desigualdade social no Brasil. Ou seja, vale a pena você se preparar por meio de leituras que abordem esses assuntos.

No caso do Apartheid, o conteúdo pode aparecer em questões sobre as regras que vigoravam na época, referentes ao legado de Nelson Mandela e, também, sobre a batalha contra a discriminação racial. É um tema forte inclusive para a redação do Enem.

Como se preparar?

Se você quer saber como se preparar para o Enem, saiba que é importante manter uma rotina de estudos, inclusive por meio de sites especializados, como o Trilha do Enem. Ouça podcasts, veja documentários, leia livros, faça simulados e tudo o mais que estiver ao seu alcance. Mas lembre-se de separar alguns momentos para relaxar, ok? É essencial encontrar um equilíbrio para mandar bem no dia da prova.

Mantenha-se informado!

De olho em uma boa pontuação no Enem, a dica é você sempre se manter informado sobre os assuntos históricos e acontecimentos recentes que tenham relação com eles. No caso do Apartheid, fica a orientação sobre os recentes casos de racismo nos Estados Unidos e, também, no Brasil.

Quer uma ajudinha para se organizar? Então, saiba como montar um plano de estudos para o vestibular e arrase nas questões!

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