O que foi o Absolutismo? Como estudar o tema?

absolutismo

Com o fim da Idade Média, aconteceu na Europa uma forte tendência de enfraquecimento do poder dos monarcas. A crise do Feudalismo advinda das guerras camponesas e as reformas protestantes que enfraqueciam os reis nas dinastias católicas criavam o contexto para o nascimento do Absolutismo, quando os monarcas reafirmaram seu poder diante de todos.

Em alguns Estados, os reis contaram com o apoio da classe mercantil (a burguesia), que se interessava no poder centralizado, pois a unificação da tributação e da moeda favoreciam o desenvolvimento econômico. Na maioria dos casos, a nobreza acabou aceitando a dominação, quando não partiam para o conflito sangrento.

Todos esses acontecimentos tornam o Absolutismo um dos assuntos mais interessantes e importantes da História. Não é por acaso que esse é um tema bastante cobrado nos vestibulares do Brasil, principalmente no Enem. Então, se você está se preparando para o vestibular, tire todas as suas dúvidas sobre Absolutismo neste post!

Afinal, o que é o Absolutismo?

O Absolutismo, também chamado de Antigo Regime ou Absolutismo Monárquico, é um sistema político que defende o poder absoluto de um Rei sobre o Estado. A era em que havia mais estados absolutistas foi entre o século XVI e o século XIX na Europa.

Esse tipo de poder antecede a formação dos Estados modernos (os Estados nacionais), que se formaram com a ascensão da classe conhecida como burguesia.

No período da Idade Média, que é anterior aos estados absolutistas, o poder do monarca não era absoluto. O poder era compartilhado com os nobres para composição do exército. Já no Absolutismo, o monarca passou a controlar o poder em todos os processos do Estado relacionados à justiça, cobrança de impostos, organização das leis etc.

A justificativa para manter o poder absoluto do monarca era religiosa. Acreditava-se que o Rei era o ser escolhido por Deus para comandar determinada sociedade. Na Europa, os principais modelos de Absolutismo foram o espanhol, o inglês, o francês e o português.

Entre esses poderes absolutistas europeus, o mais expressivo foi o Absolutismo Francês, comandado pelo Rei Luís VI, a quem é atribuída a famosa frase “O Estado sou Eu”. A frase diz muito sobre o Absolutismo, já que o poder de todos os processos do estado estavam na mão de um único monarca. Portanto, o Estado era o Rei.

Quais são as características principais do Absolutismo?

Podemos resumir os estados absolutistas com as seguintes características:

  • o rei concentra todos os poderes;
  • o rei também podia interferir em assuntos religiosos (o que não poderia acontece durante a Idade Média) e até controlar o clero;
  • as camadas mais pobres bancavam os custos do rei e da sua corte;
  • a economia dos estados absolutistas era mercantil — acúmulo de riquezas, economia gerida pelo estado, taxação de produtos estrangeiros em alfândegas;
  • a transmissão do poder era hereditária — por isso, o poder se concentrava em poucas famílias;
  • o rei sustentava os nobres para evitar conflitos com essa classe;
  • os principais teóricos que defendiam o absolutismo — Jacques Bossuet, Thomas Hobbes e Nicolau Maquiavel.

O que foi o despotismo esclarecido?

O despotismo esclarecido foi uma forma de governar dos monarcas que sofreram algumas inspirações do Iluminismo europeu. O fenômeno ocorreu em alguns reinados da Europa, principalmente depois da segunda metade do XVIII, e marcou um período de crise dos poderes absolutistas.

Os “déspotas esclarecidos”, como eram chamados os reis que foram influenciados pelo Iluminismo, implementaram reformas que reestruturaram os governos-estados com base nas ideias liberais.

Como foi o Absolutismo no Brasil?

A independência do Brasil inaugurou a monarquia no país em 1822. A partir daí, fomos governados por dois imperadores, Dom Pedro I e Dom Pedro II. Entre um governo e outro, houve um intervalo de poder conhecido como Período Regencial. Só em 1889, a proclamação da República deu fim à monarquia no Brasil.

Como o Absolutismo acabou?

A Revolução Francesa (1789-1799) foi o marco que levou ao fim do poder Absoluto na Europa. Profundamente inspirada nas ideias iluministas, a Queda de Bastilha e as revoltas que surgiram contra o estado absolutista francês geraram consequências em toda a Europa, o que permitiu a queda dos reis e a ascensão dos estados comandados pela burguesia.

Os pensadores do Iluminismo buscavam uma descentralização do poder do Estado e uma maior liberdade para os processos mercantis da época, características que são opostas às exigências do poder absolutista. O filósofo iluminista francês Voltarie (1694-1778) é um exemplo daqueles que defendiam um limite para o Rei e contestavam o poder do clero.

Apesar da queda do Absolutismo em boa parte da Europa, ainda existem países que mantêm a estrutura da monarquia. É o caso das monarquias constitucionais do Reino Unido, da Dinamarca e da Espanha. Porém, alguns países também mantêm monarquias absolutistas, como a Arábia Saudita, Omã e Brunei.

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Como o Enem aborda o Absolutismo?

Muitas questões do caderno de Ciências Humanas e suas Tecnologias podem ser resolvidas com uma boa interpretação de texto, mas elas não são as únicas das provas. Também existem as questões que, sem um conhecimento específico, fica difícil marcar a resposta certa. As questões sobre Absolutismo podem aparecer nos dois casos.

Veja um exemplo de questão do Enem 2020 envolvendo o assunto:

Ordena-se pela autoridade do Parlamento, que ninguém leve, ou faça levar, para fora deste reino ou Gales, ou qualquer parte do mesmo, qualquer forma de dinheiro da moeda desse reino, ou de dinheiro e moedas de outros reinos, terras ou senhorias, nem bandejas, vasilhas, barras ou joias de ouro guarnecidas ou não, ou de prata, sem a licença do rei.

HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

A temática exposta no texto, referente à Inglaterra dos séculos XVI e XVII, caracteriza uma associação entre:

a) determinação de regras protecionistas e fortalecimento das instituições monárquicas.

b) racionalização da empresa colonial e reconhecimento dos particularismos regionais.

c) demarcação de fronteiras comerciais e descentralização dos poderes políticos.

d) expansão das atividades extrativas e questionamento da investidura divina.

e) difusão de práticas artesanais e aumento do controle do legislativo.

A resposta da questão é letra a.

Como se preparar para questões de Absolutismo no vestibular?

Interpretação de texto é a chave para saber quando o tema central de uma questão é o Absolutismo! Sabendo disso, fica mais fácil relacionar o que a questão pede com as principais características desse regime político.

Uma ótima forma de se preparar para esse assunto no vestibular é responder questões de simulados e provas anteriores. Outra estratégia que pode ajudar bastante é criar materiais de revisão ao estudar sobre o Absolutismo. Assim, você vai conseguir se lembrar das suas características principais no dia da prova de História.

Agora é com você!

O absolutismo é um assunto cobrado com frequência no Enem e nos principais vestibulares do país. Então, não dê sorte para o azar! Não se esqueça de revisar esses e outros assuntos para a prova de História, além de fazer exercícios para fixar o que aprendeu. Isso vai ajudar na sua preparação!

E se você já começou a estudar para o vestibular, mas está precisando de uma ajuda, aqui está o que precisa: baixe o nosso guia completo de como se preparar para o Enem. Aproveite, é de graça!

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