Senso comum

Senso comum: o que é e como fugir dele na redação?

A redação do Enem é uma parte importante da nota de quem busca a aprovação em uma faculdade de excelência. Em muitos casos, ela é decisiva na conquista de vagas e bolsas de estudo. Enquanto alguns candidatos têm mais afinidade com a escrita, outros sentem dificuldade em entender porque recebem baixas pontuações por seus textos.

Já pensou que o problema pode estar no uso do senso comum? Essa é uma forma de expressar opiniões que, em vez de dar qualidade ao texto, tira a originalidade das suas ideias. A boa notícia é que existem formas de fugir desse tipo de erro em que tantos candidatos caem. 

Para ajudar, preparamos um guia para localizar o senso comum na redação e aproveitar as oportunidades de entregar um texto nota mil. Confira!

O que é senso comum?

O senso comum são aqueles pensamentos que passam de geração em geração sem uma verificação ou um método científico. Todo mundo os reproduz e os adota como verdades universais. Por causa disso, tornam-se argumentos batidos e, cá entre nós, não acrescentam muito na sua redação do Enem, menos ainda nas conversas do dia a dia.

Sabe aquela máxima de que o número 13 dá má sorte? Ou pior: que a mulher é o sexo frágil e os baianos são preguiçosos? São sentenças de senso comum. Esses dois últimos exemplos, inclusive, ilustram bem o maior perigo desse recurso: a estereotipação. Para a banca avaliadora, você imagina o que isso significa? Preguiça de pensar.

Existem competências do Enem que compõem a nota do texto escrito. Isso quer dizer que, além da adequação ao tema e às regrinhas de Português, é preciso demonstrar o seu poder de argumentação e originalidade. Se a base para seu desenvolvimento é um senso comum, a conclusão natural dos avaliadores é que você desconhece o tema da redação ou tem opiniões fracas.

Como fugir do senso comum na redação?

Existem alguns erros de redação que são bem comuns, como a ambiguidade e a falta de concordância. O senso comum entra para essa lista sem que alguns candidatos nem percebam.

Para contornar o problema, o primeiro passo você já deu: conhecer sobre o que é senso comum para saber como evitar. Agora, vamos à parte prática. Conheça as nossas sugestões para adotar hoje mesmo em seu plano de estudos para o Enem!

Conhecer o tema

Com as redes sociais, debater alguns assuntos virou questão de honra para muitas pessoas. Se você já entrou em discussões como essas, sabe bem como é defender um tema do qual conhece tanto. Agora, melhor ainda é transportar esses benefícios para a sua redação do Enem.

Dominar temas da atualidade é o caminho ideal para não cair nos recursos do senso comum, dos chavões, dos clichês e assim por diante. A sua bagagem de conhecimentos é perfeitamente capaz de preencher as linhas do texto com argumentos sólidos e frases originais, que farão os avaliadores refletir sobre o seu posicionamento.

Sugerir soluções

Vimos sobre as competências cobradas no Enem, certo? Outra delas é a proposta de intervenção na redação. Ideias utópicas não têm vez nesse tipo de exame e, nem de longe, vão encher os olhos dos avaliadores. Por isso, vasculhe na mente tudo que sabe sobre o assunto para formalizar as soluções.

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Aliás, conclusões e argumentos verdadeiramente relevantes são aqueles que respeitam a coletividade e a diversidade cultural. Os Direitos Humanos devem ser prioridade na proposta, que também precisa indicar quem fará a ação, de que forma e quais são os resultados esperados.

Evitar frases clichês

Principalmente na conclusão da redação do Enem, evite aquelas propostas cheias de clichês. Sabe aquelas frases prontas que todo mundo já ouviu diversas vezes? Você não precisa proporcionar essa experiência mais uma vez. Então, nada de “a esperança é a última que morre”, “as crianças são o futuro do país” e “é preciso se conscientizar”, certo?

Treinar o senso crítico

Um dos bons combatentes desse problema é o senso crítico. Em outras palavras, é usar a sua capacidade de questionar o mundo, ir além do que foi definido como certo. Basicamente, você olha para o tema da redação e se pergunta o que sabe sobre ele, quais são as consequências para a sociedade, como melhorar a vida das pessoas em relação a isso, e por aí vai.

Faça esse exercício não somente na redação, mas leve a ideia para a sua rotina também –– seja em uma conversa entre amigos, seja ao tomar uma decisão importante para sua carreira.

Praticar intensamente a leitura

Repertório é algo que se constrói aos poucos. Tanto para incorporar novos termos ao seu dicionário pessoal, como para propor soluções para um tema, a leitura entra em cena como sua principal aliada. É lendo que você descobre opiniões diferentes para formar a sua, novos dados para embasar argumentos e até fatos históricos para remontar ações do presente.

Ler também é uma estratégia infalível para ativar a sua criatividade. Aqui, vale de tudo: notícias nos portais da internet, livros do seu gênero preferido, argumentos em fóruns de discussão sobre algum tema etc. Acostume a sua mente a reconhecer e aceitar que nem todos pensam igual e, assim, aos poucos, ela estará pronta a criar opiniões naturalmente.

Praticar a escrita

Por fim, assim como você usa os simulados para entender padrões dos vestibulares, treine a escrita de textos dissertativo-argumentativos. Quando você não tem muita familiaridade com essa prática, ela pode parecer muito mais complicada do que realmente é –– logo, vêm os deslizes com o senso comum.

Mas se você pratica ao menos uma redação por semana até o dia da prova do Enem, passa a enxergar o processo com uma visão mais ampla. Dá para identificar os problemas antes mesmo de passá-los para o papel, repensando os argumentos para torná-los fortes e válidos.

Se no começo parecer difícil, faça a redação da forma que está acostumado e, ao fim, faça uma revisão atenta às possíveis frases prontas. O exercício é ter em mente o máximo delas para evitá-las. Conte com parceiros, como o Trilha do Enem, para um estudo personalizado e ainda mais eficiente!

Agora é com você!

Vimos que o senso comum no Enem é um prejuízo e tanto para a sua nota, certo? Então, agora é colocar a mão na massa. Treine a sua escrita para identificar esses problemas e procure materiais para ajudar na missão de construir argumentos. Leia notícias e livros, ouça podcasts sobre atualidades e assim por diante.

Esse conhecimento também é bem válido para outros cadernos do Enem. Para continuar no seu preparo, confira o guia para a prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias!

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