Texto dissertativo-argumentativo: quais são as características?

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“Tenho o sonho de fazer um curso superior, mas acho difícil fazer uma redação boa para passar no vestibular“. Se você se identifica com essa fala, saiba que elaborar um texto dissertativo-argumentativo, o tipo cobrado no Enem e na maioria dos vestibulares, é mais fácil do que você pensa.

O primeiro passo para se sair bem é começar, desde já, a se preparar para a prova: conhecer as características desse tipo textual e vencer o medo de escrever, por meio de muita prática e algumas dicas, como as que daremos a seguir.

Prepare-se, pois, para você, esse processo começa agora!

O que é texto dissertativo-argumentativo?

O texto dissertativo-argumentativo é composto, como o próprio nome indica, pela mesclagem do gênero dissertativo e argumentativo. Isso significa que, nesse tipo de texto, o autor disserta sobre algum tema, — discorre sobre o assunto —, e argumenta em favor de um ponto de vista, — defende uma posição.

Compare com uma narrativa: um conto ou romance, por exemplo. Neles, o autor conta uma história, e não discorre sobre o tema nem tenta convencer o leitor a concordar com seu posicionamento. Assim, fica mais fácil perceber a diferença.

Quais suas características?

O que diferencia o dissertativo-argumentativo de outros tipos textuais é, justamente, sua finalidade: apresentar ideias, argumentos sólidos, a fim de defender um ponto de vista e convencer o leitor.

Para alcançar uma boa nota no Enem, é preciso dar uma atenção especial à prova de Redação. O texto dissertativo-argumentativo deve ter a estrutura bem articulada , com introdução, desenvolvimento e conclusão, — que, no caso do Enem, inclui a proposta de intervenção —, além de uso adequado da norma culta da língua.

Veja, mais detalhadamente, quais são as características do texto dissertativo-argumentativo para ajudar a desenvolver melhor suas redações.

Argumentos

Os argumentos constituem o repertório que o candidato apresenta em seu texto. Para que o nível de argumentação seja elevado, os conhecimentos gerais e sobre o tema tratado também precisam devem ser bem explorados. Não é possível escrever algo consistente a respeito do que não sabemos, não é verdade?

Por isso, a fim de ampliar sua capacidade argumentativa, leia bastante: jornais, revistas, sites. Também é válido ouvir podcasts sobre temas atuais. Assim, você vai exercitando o desenvolvimento de uma linha de raciocínio, concordando ou não com a pessoa que está opinando.

Portanto, selecione, na hora da prova, informações, citações, fatos de conhecimento público e relatos breves sobre o tema apresentado na proposta, e vá além do que os textos motivadores propõem.

Posicionamento

É claro que, ao selecionar os argumentos, você já vai delineando o seu ponto de vista. O posicionamento a respeito do tema, porém, precisa ficar explícito no texto para que o leitor saiba claramente o ponto de vista que está sendo defendido.

Entretanto, não é necessário (nem recomendado) usar expressões do tipo “eu acho”, “no meu ponto de vista”, “na minha opinião”. Como é você que está falando, o leitor imagina que é sua opinião que está sendo dita. Caso contrário, é preciso indicar de quem é a ideia. Por exemplo: “segundo Aristóteles” e “de acordo com Bauman”.

O seu posicionamento é construído com base nas informações e fatos selecionados, e precisam manter coerência entre eles. Não adianta dizer que o preconceito é condenável e, depois, justificar sua posição de forma contrária.

Listagem de ideias

A tese a ser defendida no seu texto precisa estar embasada em dados reais:

  • conceitos (linguísticos, filosóficos, matemáticos etc.);
  • fatos históricos;
  • citações de pessoas que sejam referência ou autoridade no assunto;
  • alusão a obras de arte (filmes, livros, músicas, entre outros).

Para acessar todos esses conhecimentos em sua memória na hora da prova, vale listar as ideias que você tiver ao ler os textos-base e, depois, organizá-las em um rascunho. Assim, não corre o risco de repetir informações nem de se esquecer de alguma parte importante.

Estrutura do texto corrido

A estrutura textual é a forma pela organização dos parágrafos e das ideias. Saiba por onde e como começar a escrever para chegar ao fim do texto.

Introdução

Apresente, no primeiro parágrafo, o tema da redação e seu posicionamento sobre ele — não de modo direto, como já mencionamos acima. Pode estar claro para você, mas o corretor também precisa saber que a proposta foi compreendida e que o texto tem uma linha argumentativa a ser seguida — e não um amontoado de ideias e parágrafos sem sentido.

Desenvolvimento

Geralmente, é composto por dois parágrafos, mas isso não estritamente delimitado. Como não há uma regra, tudo vai depender do seu conhecimento sobre o tema e dos argumentos que selecionar.

É fundamental que cada parágrafo trate de uma ideia, embora o texto todo deva fazer parte de uma proposta macro. Apresente uma causa, um exemplo, dados estatísticos ou o que for mais convincente para fortalecer a argumentação.

Conclusão

Na hora de fechar o texto, pode ser usado um conectivo de conclusão — portanto; dessa forma; sendo assim; entre outros. Então, retome em forma de síntese a ideia principal do que foi apresentado no texto.

No caso do Enem, especificamente, é cobrada uma proposta de intervenção em que o candidato apresenta uma tentativa de solucionar o problema discutido. Ela deve constar a ação propriamente dita e os meios de sua execução, além de exibir sua finalidade específica, afirmando quem será o órgão responsável pela ação.

Como é um texto dissertativo-argumentativo na prática?

Quer ver um exemplo de uma argumentação bem desenvolvida, que agradou aos corretores e recebeu uma excelente nota? O exemplo foi produzido no Enem 2013, quando foi solicitado aos candidatos que escrevessem sobre os “efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”.

Já no título, O volante, o lobo do homem, este texto direciona o leitor para uma posição a respeito do tema, além de fazer uma intertextualidade com a frase do filósofo Thomas Hobbes, citada no desenvolvimento.

Ele inicia rotulando como “irracionais” as pessoas que dirigem após a ingestão de bebidas alcoólicas e apresenta a Lei Seca, criada para coibir esse tipo de atitude. No desenvolvimento, discorre sobre a teoria de Hobbes, de que o ser humano é o responsável por sua própria destruição, relacionando-a ao tema da redação.

Por fim, assegura a necessidade de que a Lei Seca funcione, pois apesar de já estar em vigor, à época ainda não tinha atingido o ápice de sua proposta. Ele termina com a proposta de intervenção, na qual diz que o Estado e sociedade no geral devem compartilhar responsabilidades para que Lei tenha efeito, instituindo a Educação do Trânsito nas escolas.

O texto dissertativo-argumentativo requer prática para ser bem escrito e alcançar uma pontuação nos Enem e vestibulares — não é à toa que essa prova é tão importante! Por isso, treine bastante, sem medo de errar. Com o tempo, você vai se apropriando das características desse tipo textual!

Já se sente pronto para começar? Então, não perca a oportunidade de aprender mais, acessando mais conteúdos no nosso blog!

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