Planejamento financeiro pessoal: como se organizar para a faculdade caber no seu bolso

planejamento financeiro pessoal

Educação é um dos melhores e mais importantes investimentos que podemos fazer na vida, não é mesmo? Afinal, conhecimento é um bem que levamos conosco para sempre, gerando frutos por toda nossa trajetória profissional e pessoal.

No entanto, estudar, na maioria das vezes, é um investimento alto e, por isso, requer um certo planejamento financeiro pessoal, sobretudo para quem quer cursar uma faculdade. Apesar disso, conciliar a vida financeira com os estudos é possível.

Além das facilidades oferecidas por algumas instituições por meio de bolsas de estudo ou crédito estudantil, valem algumas dicas que podem ajudar você a administrar melhor seu orçamento e não passar aperto para pagar a faculdade.

Neste artigo, abordaremos qual é a importância do planejamento financeiro para quem precisa arcar com mensalidades e como se organizar para isso, além de dar sugestões e dicas preciosas nessa empreitada!

Qual é a importância do planejamento financeiro para o estudante?

Conciliar a vida estudantil, que já é cheia de responsabilidades, com um emprego que demanda dedicação não é uma tarefa nada fácil. A mesma afirmação é válida para aquelas pessoas que recebem ajuda, seja dos pais, seja de outros parentes, mas que contam com um orçamento limitado para pagar as mensalidades e demais contas e gastos.

Mas, afinal, como é possível manter as finanças sob controle durante a graduação escolhida? Somente por meio de um planejamento completo, em que é possível obter melhor controle das finanças pessoais.

O planejamento financeiro pessoal pode ser um grande desafio para as pessoas que ainda não têm muita familiaridade ou disciplina nesse assunto. No entanto, ter o controle de tudo que é ganho e gasto todos os meses é imprescindível para arcar com a mensalidade, ficar livre de dívidas e evitar apertos no final do mês.

Outra consequência importante e muito positiva do planejamento financeiro é conseguir economizar para poupar. Afinal, a quantia acumulada será decisiva em momentos de dificuldades financeiras, como aqueles meses em que há gastos não previstos.

Além disso, para alguns, é possível inclusive investir, gerando mais rendimentos ao longo dos anos. Aqui é interessante salientar que qualquer pessoa pode investir, visto que apenas com R$ 20 ou até menos por mês pode-se começar um investimento, por exemplo.

E então, entendeu a importância de se planejar financeiramente durante a faculdade? A seguir conversaremos sobre algumas ações que ajudarão você a se organizar para uma vida financeira saudável e produtiva. Confira!

Como realizar o planejamento financeiro pessoal?

1. Tenha tudo sob controle

A base de qualquer planejamento financeiro pessoal, seja para pagar a faculdade, seja comprar um carro ou mesmo um apartamento, é ter total controle sobre o dinheiro que você ganha e no que você gasta. Parece bastante simples, mas poucas pessoas se preocupam em realizar essa tarefa, não é mesmo?

No entanto, com esse controle financeiro, você conseguirá enxergar melhor para onde está indo seu dinheiro. Sabe aqueles pequenos gastos cotidianos, que muitas vezes passam despercebidos, mas, somados no final do mês, levam embora boa parte do seu orçamento? Pois é… Muitas vezes são gastos supérfluos, que poderiam render uma boa economia sem muito esforço.

A dica para manter tudo sob controle é realizar o orçamento do mês. Deve-se anotar tudo o que foi gasto, mesmo os pequenos valores. Afinal, quantias menores somadas podem significar um verdadeiro rombo em seu orçamento.

É fundamental, para sua organização financeira, que você registre todas suas receitas e despesas pessoais em algum lugar que permita posteriormente ter uma visão geral do fluxo do seu dinheiro.

Uma opção bastante utilizada para esse fim são as planilhas tipo Excel. Uns amam, outros odeiam, mas o fato é que elas conseguem organizar bem as informações e fazer automaticamente alguns cálculos e projeções de que você necessita.

Você pode formatar a sua planilha do zero ou mesmo encontrar modelos prontos, práticos e gratuitos disponíveis na internet. Para quem não gosta ou não tem familiaridade com planilhas, uma boa opção são os aplicativos de finanças pessoais. Gratuitos, alguns deles oferecem a possibilidade de registrar automaticamente gastos nos cartões de débito e crédito, dividi-los por categorias e estabelecer limites para controle de despesas. Muito prático, não é?

O importante é dividir todas as despesas em categorias, como alimentação, vestuário, saídas, transportes, viagens, gastos com material escolar e contas fixas (mensalidade, energia, água, condomínio, internet e outros), por exemplo. Assim, você terá plena consciência de qual é a fatia do orçamento gasta com cada categoria, ou seja, em qual setor se gasta mais e em quais poderia haver economia cortando os supérfluos.

2. Mantenha só o essencial no orçamento

Falando em supérfluo, você precisa analisar criticamente seus gastos e definir o que é realmente essencial e o que pode ser cortado ou mesmo adiado. Uma boa forma de fazer esse controle de gastos é separá-los em despesas fixas — valores fixos que você tem que pagar todo mês —, ou despesas variáveis — que variam mês a mês.

Normalmente, as variáveis são mais fáceis de cortar, mas nada de manter despesas fixas que não são essenciais — pelo menos na fase da faculdade. As saídas, por exemplo, podem ficar bastante onerosas quando são feitas muitas vezes por semana ou costuma-se ir a lugares caros. Assim, pode-se diminuir a frequência ou até optar por locais mais baratos para se divertir.

E lembre-se de evitar o consumo impulsivo, se perguntando antes da compra se você de fato precisa daquele produto, se realmente vai usá-lo e como poderia fazer melhor uso daquele dinheiro. Se a compra pode ser adiada, opte por esperar alguma promoção ou melhores condições financeiras para concretizá-la.

3. Defina limites para cada categoria

Definir limites para os tipos de despesa com base na sua renda também é uma boa dica para auxiliar no controle financeiro. Nos gastos fixos, não é possível definir esse limite, então é indicado separar, no início do mês, o valor total do que é imprescindível pagar.

Nesse caso, o valor da mensalidade somado aos custos de vida, como transporte e alimentação, deve ser separado. É importante que o valor não seja exato, visto que existem variações e inclusive imprevistos.

Se você tem uma planilha atualizada com o que já foi gasto em cada categoria por mês, poderá fazer escolhas melhores. Vamos supor que, com o vestuário, o limite seja de R$ 100. Se já existem parcelas no cartão de crédito de R$ 70 para essa categoria, no mês em questão, será possível gastar, no máximo, R$ 30 com roupas ou calçados.

Isso é válido também para as saídas. Supondo que, no orçamento, o gasto máximo seja de R$ 300, e você queira ir a uma festa no final do mês de R$ 100, prepare-se para economizar no início e ter a quantia no final.

Outra dica é não comprometer grande parte da renda com uma despesa fixa, como a parcela de um automóvel. Afinal, pode ser perigoso você administrar uma despesa fixa que sozinha representa mais de 30% do seu orçamento mensal, pois sua margem de manobra ficará bem reduzida caso haja imprevistos.

4. Planeje-se para nunca optar por linhas de crédito

Nunca cogite utilizar o limite do cheque especial ou do rotativo do cartão de crédito, seja qual for a situação. Os juros cobrados por essas linhas de crédito estão entre os mais altos do mercado. A mesma lógica é válida para pegar dinheiro emprestado com parentes e amigos. Essa prática deve ser evitada sempre que possível.

É importante ter em mente que o cartão de crédito deve ser usado com muita inteligência e planejamento. Uma fatura de cartão de crédito de R$ 2.000,00 não paga pode virar cerca de R$ 30.000,00 ao final de um ano, devido aos juros absurdos que incidem mensalmente.

Essas dívidas são verdadeiras “bolas de neve” e podem complicar bastante a vida de qualquer pessoa, principalmente de um estudante que tem recursos limitados.

5. Lembre-se que, quem poupa, sempre tem

Em um planejamento financeiro pessoal, é fundamental ter uma poupança à qual você possa recorrer no caso de imprevistos. Por isso, procure separar algum dinheiro todo mês — 5% ou 10% da sua renda — para manter como reserva.

Gostamos de salientar que, por menor que seja a quantia poupada mensalmente, ela será de grande valia numa emergência. Ela deve ser prioridade dentro do seu orçamento. Procure separá-la antes mesmo de quitar suas despesas — se não der, tente rever suas despesas para que essa reserva caiba na sua receita.

Para ter segurança, estima-se que uma pessoa deve ter guardado o suficiente para sobreviver seis meses sem salário. Ou seja, mesmo que não entre nenhum ganho, será possível arcar com todas as despesas por esse período. Esse intervalo de tempo é, no geral, o suficiente para que uma pessoa se restabeleça financeiramente.

6. Tenha em mente seus sonhos e seus objetivos

Poupar também é importante porque qualquer pessoa tem objetivos e sonhos que deseja alcançar, certo? Para correr atrás dessas conquistas, deve-se preocupar com a organização financeira. Afinal, será necessário poupar para fazer viagens, comprar uma roupa especial ou até fazer um curso que seja interessante na sua formação acadêmica.

Como é difícil visualizar e ter noção de quanto é preciso poupar para chegar nos objetivos, temos uma dica de ouro. Inicie fazendo uma lista dos objetivos de curto e de longo prazo e em qual tempo deseja realizá-los. Se o sonho é fazer uma viagem para a praia no final do ano, pesquise sobre todos os custos relacionados a ela, divida pelo número de meses que faltam, e você terá a quantia necessária por mês. A mesma lógica é válida para outros objetivos.

Por fim, lembre-se de que o dinheiro poupado para os sonhos é diferente do economizado para uma poupança de segurança. Mesmo que você tenha uma grande economia, não se deve gastá-la inteiramente para atingir um objetivo. Afinal, podem surgir imprevistos e dificuldades.

7. Encontre formas de fazer uma renda extra

Já pensou em tentar arrumar meios de fazer uma renda extra? Uma das melhores opções para tanto, principalmente enquanto se cursa a faculdade, é procurar um estágio remunerado.

Em alguns, a remuneração não é muito boa, mas, ainda assim, essa é uma ótima oportunidade para pagar as contas, além de criar vínculos com outros profissionais e ganhar experiência. Nesse contexto, existem outras opções como ser monitor, trabalhar no DA ou departamento administrativo da faculdade, ou buscar bolsas de iniciação científica.

Se você souber cozinhar, pode optar por vender doces ou lanches nos intervalos das aulas. Basta usar a criatividade e suas aptidões para bolar algo que garanta uma renda extra e, assim, maior tranquilidade até você conquistar o diploma.

E então, está pronto para encarar o planejamento financeiro durante os estudos? Em um primeiro momento pode ser difícil colocar essas dicas em prática, mas, após se organizar, o planejamento se torna um hábito e a vida, como um todo, muito mais prática e eficiente!

Que tal entrar em contato conosco para esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto?

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