Correção do Enem: entenda como é feita e quais os critérios das notas

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O modo como é feita a correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode deixar qualquer um maluco. Afinal, é utilizado um método de avaliação individual, que vai desde os cuidados para identificar chutes a valores diferentes para cada questão aplicada. Além disso, é feita uma análise pedagógica de cada resposta, o que aumenta as dúvidas sobre esse processo.

Não estranhe, por exemplo, se conversar com alguém que tenha acertado o mesmo número de questões, mas alcançado uma nota diferente da sua. Também são comuns os casos de pessoas que acertaram menos questões em uma edição anterior do Enem e tiveram notas maiores.

Difícil entender, não é mesmo? Por isso, preparamos este post. Continue lendo para esclarecer suas dúvidas sobre como o Enem é corrigido, por que provas iguais têm notas diferentes, os valores e critérios de desempenho da redação, entre outros detalhes importantes para ficar por dentro desse assunto!

Como é o processo de correção do Enem após a conclusão da prova?

Independentemente se você vai fazer Enem ou vestibular, é importante esclarecer todos os detalhes sobre o processo seletivo. Mas não são apenas os prazos, a inscrição ou os temas mais cobrados que despertam dúvidas ou precisam de atenção. Também é importante que você se informe sobre como é feita a correção das provas.

Desse modo, poderá se preparar muito melhor, descobrindo aquilo que de fato requer a sua atenção e quais são os critérios adotados pelos avaliadores. No que se refere ao Enem, é muito importante entender como essa dinâmica acontece porque ela foge bastante aos modelos tradicionais.

O processo de correção do Enem começa com a entrega do cartão-resposta. Ao terminar a prova, cada candidato preenche o seu e o entrega ao examinador. Quando são recolhidos, esses cartões são enviados para uma empresa especializada, que faz a leitura deles por um sistema de computador.

Em seguida, os resultados de cada candidato são enviados para equipes de profissionais especializados em estatística, psicometria e matemática, para que passem pelo modelo de análise TRI (Teoria de Resposta ao Item).

Assim, cada uma das questões recebe a sua nota individual. Elas são somadas, e fica registrado no sistema a pontuação em cada uma das áreas do conhecimento. Depois que a redação é corrigida, sua nota também é liberada no sistema.

Porém, a correção da redação do Enem não é feita por um sistema, mas sim por professores. Cada um dos textos é lido, devidamente corrigido e avaliado por mais de um profissional. Eles consideram os critérios de desempenho para dar uma nota final. Mais à frente explicaremos melhor como isso funciona.

Para finalizar, assim que todos os cartões-resposta e redações são devidamente corrigidos, as notas são atribuídas aos respectivos candidatos e ficam disponíveis no sistema para consulta e utilização em processos seletivos.

Quais são os critérios da correção do Enem?

As 180 questões do Enem são divididas entre as disciplinas:

No entanto, não existe um padrão de nota válido para todas as questões. Assim, quem corrige o Enem não registra um ponto para cada acerto do candidato. Na verdade, esse processo segue uma lógica bem mais complexa.

Cada uma das questões tem um peso distinto, e o próprio sistema faz uma análise individual dos cartões-resposta, inclusive utilizando uma coerência pedagógica. Por isso, ele identifica até mesmo os famosos “chutes”, aos quais os candidatos recorrem quando estão com dúvida.

O modelo TRI e a equipe de especialistas medem o nível de conhecimento do candidato em cada área, considerando:

  • dificuldade da questão ou do tema;
  • diferenciação de conhecimento entre os candidatos;
  • análise dos acertos casuais (chutes).

A correção do Enem não é feita seguindo o modelo tradicional, aquele aplicado pelos professores nas escolas, porque o intuito desse exame é avaliar o conhecimento que o candidato acumulou durante o ensino médio. Sendo assim, não há como atribuir o mesmo peso para as questões mais simples e aquelas mais complicadas.

Por que as notas são diferentes mesmo com quantidade igual de acertos?

Conforme explicamos, a correção do Enem não é feita do modo convencional. Portanto, ainda que dois candidatos tenham alcançado o mesmo número de acertos, eles podem ter notas diferentes, uma vez que cada questão tem o seu peso.

É verdade que, quanto mais um candidato acerta na prova do Enem, melhor será a sua nota final. No entanto, como o sistema utilizado faz uma análise pedagógica, ele também considera aquilo que foi chute. Esse sistema é inteligente, porque verifica a complexidade das questões e a relaciona com as demais.

Não é difícil entender: se o candidato conseguiu acertar questões mais complexas e errou as mais simples da prova de Matemática, por exemplo, isso significa que os seus acertos foram casuais. Ou seja, ele não domina de fato o assunto e acertou puramente por acaso; assim, sua nota pode ser menor.

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Portanto, essa leitura pedagógica que o sistema faz aumenta ou diminui o valor de cada um dos acertos. Assim, quando o gabarito do Enem é divulgado, você consegue ter uma noção de quantos acertos conquistou, mas a nota final depende dessa análise.

Quanto vale a nota do Enem?

Uma vez que não existe um valor específico definido para todas as questões das provas do Enem, não podemos afirmar com certeza quanto vale a nota do exame no que se refere a cada questão. Afinal, seu o valor atribuído varia conforme a complexidade do tema e a análise pedagógica.

Na verdade, o que importa para você, de fato, é a média da pontuação e o peso que cada área de conhecimento tem para a faculdade onde pretende fazer o seu curso. Afinal, quando a nota do Enem é utilizada como processo seletivo, cada instituição pode ter um foco maior em uma determinada prova, dependendo da graduação que você pretende cursar.

Se deseja, por exemplo, seguir para área de Humanas, a prova de Matemática e Suas Tecnologias pode ter um peso menor do que a de Linguagens ou de Ciências Humanas. Além disso, a pontuação geral do Enem é utilizada para as notas de corte do Prouni (Programa Universidade para Todos), do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e de outros programas.

É sabido que a nota do Exame Nacional do Ensino Médio pode impactar diretamente em seu futuro na graduação. Além disso, o exame também serve para avaliar o conhecimento adquirido pelo aluno ao longo dos anos de estudo.

Então, quanto mais o estudante souber sobre determinado tema, melhor sua nota. Mesmo com avaliações diferentes a cada questão, acertar o maior número de questões pode ajudar você de acordo com a leitura da coerência pedagógica.

Quanto vale a redação do Enem?

Como vimos, não adianta muito apenas ver os resultados no gabarito final (quando é divulgado) para saber se você foi bem ou não na prova. Isso porque sua nota não depende necessariamente da quantidade de acertos. Além disso, a avaliação da redação é fundamental para complementar essa nota.

Quando a média de pontuação no exame é calculada, é preciso, também, incluir a nota obtida na redação. Ela vale de 0 a 1.000 e são considerados alguns critérios de desempenho que conferem uma determinada quantidade de pontos para o candidato, somando-os no final para obter a nota geral.

É muito importante ter em mente que não adianta, também, praticamente gabaritar o Enem se não tiver uma boa nota na redação. Ela é fundamental para você conseguir bolsas de estudos e utilizar o exame como processo seletivo em faculdades particulares e públicas. Portanto, é preciso ter um bom desempenho nela também.

Quais são os critérios de desempenho na redação?

A correção da redação do Enem, conforme explicamos, é feita de uma forma diferente do restante da prova objetiva. Todas as redações são lidas, sem exceção. A equipe de avaliação é bem diversa e composta por muitas pessoas.

Ao menos dois avaliadores dessa equipe vão ler o seu texto para validar cinco competências, que são os critérios de desempenho da redação, sendo:

  • compreensão do tema, aplicação de conceitos e capacidade de dissertar e argumentar;
  • aplicação e desenvolvimento da norma culta e formal da Língua Portuguesa;
  • uso de diferentes mecanismos da linguagem;
  • seleção e organização da estrutura do texto;
  • elaboração da solução de acordo com a proposta e respeito aos Direitos Humanos.

Cada pessoa que avalia sua redação pode atribuir de zero a 200 pontos para cada uma dessas competências.

Se, entre os dois avaliadores, houver uma diferença muito grande na nota atribuída, um terceiro avaliador entra na jogada para validar. Se ainda assim a nota continuar muito diferente, o arremate final é dado por uma banca composta por três pessoas.

É possível tirar zero na prova?

Justamente pela metodologia de correção objetiva da prova, é praticamente impossível que o candidato tire zero na prova do Enem, a não ser que ele entregue a prova e a redação totalmente em branco. Assim como, pelo mesmo motivo, é quase impossível que acerte tudo e obtenha nota máxima.

A redação é a única que pode ter nota zero, mesmo que o candidato tenha redigido o texto. Mas isso só vai acontecer se ele:

  • fugir ao tema proposto;
  • não fizer a redação;
  • não obedecer à estrutura;
  • compor menos de sete linhas de texto;
  • usar palavrões e desrespeitar os Direitos Humanos.

Outra diferença da redação em relação às provas objetivas é o fato de que um candidato pode alcançar a pontuação máxima, compondo uma redação nota 1.000. Isso já aconteceu diversas vezes e ocorre quando todas as competências atingiram as expectativas dos avaliadores.

Sendo assim, fique tranquilo. A correção do Enem acontece de uma forma muito justa e considera também o seu esforço em tentar resolver uma questão, ainda que você não a acerte. Estude, dedique-se e faça a prova objetiva e a redação da forma mais tranquila possível. Não se esqueça de se alimentar direitinho e, no dia anterior, dormir o suficiente e relaxar. Boa prova!

Conhecer os temas mais recorrentes do Enem aumenta as suas chances de alcançar uma boa pontuação. Veja neste artigo o que cai no exame para saber o que estudar!

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