É possível participar do FIES sem fiador?

estudante de faculdade

Os auxílios federais de financiamento estudantil são muito procurados por estudantes que estão prestes a fazer vestibular. No geral, trazem oportunidades importantes para quem deseja cursar uma boa faculdade, mas não consegue encaixar o preço no orçamento.

Um dos caminhos mais procurados é o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil). O programa oferece um tipo de empréstimo a juros muito baixos para alunos de faculdades não gratuitas. Para se candidatar, basta estar devidamente matriculado e atender aos requisitos do FIES.

Se você está analisando o cronograma do FIES, talvez esteja com dúvidas se é possível se inscrever no FIES sem fiador. Neste post, estão reunidas as principais informações a respeito. Leia e descubra como se planejar para o ensino superior!

O que é um fiador?

É muito comum nas operações financeiras do dia a dia a exigência de um fiador. Nos alugueis de apartamento, por exemplo, a presença dessa figura é constante, embora hoje existam alternativas como seguro-fiança e caução. Isso porque o proprietário e a mobiliária precisam de garantias quanto ao pagamento das parcelas mensais.

O mesmo vale para a maioria dos empréstimos e financiamentos e, também, para a obtenção de crédito. Os bancos e as instituições financeiras entram com o dinheiro, mas exigem alguma contrapartida que comprove que a dívida vai ser quitada.

Sendo assim, o que é fiador? É a pessoa que acrescenta uma margem de confiança para a transação, permitindo que o credor pratique juros menores. Ele pode, inclusive, responder legalmente em relação ao empréstimo e, por isso, sua presença traz uma dose reforçada de obrigação moral.

Você vai ver, até o fim deste post, que existem exceções a essa exigência no caso do FIES. Contudo, caso o candidato não se enquadre nelas, é necessário apresentar um fiador para fazer parte do programa de financiamento.

Quais são as exigências para ser um fiador no FIES?

No fundo, não é difícil acionar a figura do fiador no FIES, contanto que alguém de confiança tope assumir essa responsabilidade. É uma relação de compromisso assumida com uma terceira pessoa: o fiador atesta que o estudante vai pagar o empréstimo e o estudante trata de pagar corretamente, para não prejudicar o processo.

Sendo assim, para buscar essa pessoa, é importante entender com cuidado quais são as exigências para ser fiador. Em primeiro lugar, ela deve ter comprovação de renda, nome sem restrições e relação de confiança com o estudante. Além disso, não pode ser:

  • cônjuge ou companheiro(a) do estudante;
  • estudantes com financiamento aberto no PEC/Creduc (Programa de Crédito Educativo);
  • estrangeiros (exceto cidadãos portugueses que atendam a critérios legais);
  • estudante que tenha ou já teve financiamento do FIES (exceto na fiança solidária).

O FIES permite dois tipos diferentes de processo, cada um com as suas características. São eles a fiança convencional e a fiança solidária.

Fiança convencional

Nessa modalidade, o estudante deve apresentar até dois fiadores ao Agente Financeiro do FIES. Nada o impede de apresentar apenas um, porém, isso pode dificultar que os pré-requisitos de renda sejam atendidos.

Se o estudante receber bolsa parcial do Prouni, existe uma condição prévia. A renda mensal bruta dos dois fiadores juntos deve ser maior ou igual à mensalidade do semestre, incluindo os descontos oferecidos pela faculdade.

Nos demais casos, contudo, a condição é alterada. Se o aluno não receber bolsa parcial do Prouni, a soma das rendas mensais dos fiadores deve ser maior ou igual ao dobro da mensalidade.

Fiança solidária

A modalidade de fiança solidária permite que os próprios estudantes financiados sejam fiadores uns dos outros, em grupos de três a cinco participantes. Isso significa que cada um deles vai assumir a responsabilidade da fiança perante o valor total devido pelos demais.

O grupo deve ser formado na hora de assinar o contrato do FIES com o Agente Financeiro. Além disso, cada estudante só pode fazer parte de um grupo de fiadores solidários. Não são exigidos comprovantes de rendimentos e os membros de cada grupo devem ser alunos da mesma faculdade e matriculados no mesmo polo de ensino.

É possível participar do FIES sem ter um fiador?

O FIES sem fiador é uma possibilidade real. Existem situações especiais que dispensam o estudante dessa exigência: ser bolsista parcial do Prouni, estar matriculado em um curso de Licenciatura ou ter optado pelo FGEDUC (Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo). O último item é válido para alunos com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio.

O FGEDUC é uma alternativa relevante para aqueles estudantes que buscam financiamento para cursos superiores não gratuitos, mas têm dificuldade de apresentar fiador. Vale lembrar que para obter o auxílio o aluno precisa ficar ligado na nota de corte do FIES.

Além disso, o programa não é a única possibilidade de financiamento existente. Vale a pena conhecer algumas outras e ter mais de um plano em mãos, até mesmo para quem pode participar do FIES.

PEP (Parcelamento Estudantil Privado)

Uma opção excelente é o PEP (Parcelamento Estudantil Privado), modalidade de crédito estudantil que já existe há alguns anos. Da mesma forma que o FIES, ele busca beneficiar alunos que desejam fazer uma boa graduação mas não podem arcar com a mensalidade.

Em termos resumidos, o PEP é um parcelamento simplificado e fácil de adquirir. O estudante paga até 70%* do valor da graduação após a conclusão do curso, garantindo que não comprometa o bolso na hora de iniciar os estudos. Assim, ele tem a chance de iniciar sua carreira e se estabelecer com tranquilidade.

O PEP é uma iniciativa de um grupo de instituições comprometidas com o ensino superior no Brasil. É provável que você já tenha percebido em sua cidade a presença da Anhanguera, da FAMA, da Pitágoras, da Unic, da Uniderp, da Unime ou da Unopar. O parcelamento está disponível para o ingresso em qualquer uma delas!

Para quem não pode fazer o FIES sem fiador, também existem opções úteis de bolsa de estudo e de crédito para se ter acesso a um bom ensino superior e aos melhores salários. O ideal é apresentar sua situação com clareza à instituição e buscar uma solução que o satisfaça. Com boa vontade mútua, é provável que você consiga negociar um valor adequado.

Aproveite e conheça também outros tipos de financiamento e escolha qual se encaixa melhor em seu perfil. Lembre-se: ingressar em uma boa faculdade é o primeiro passo para garantir um futuro profissional promissor.

*Sujeito a alterações

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