O que é o proletariado? Por que estudar para o Enem?

proletariado

Proletários de todo o mundo, uni-vos! É bem provável que você já tenha escutado essa frase em algum lugar, não é mesmo? Ela é um dos símbolos do movimento socialista, idealizado originalmente pelos pensadores de origem alemã Karl Marx e Friedrich Engels.

“Proletariado” é um termo que causa bastante confusão e que costuma deixar os estudantes de cabelo em pé na hora da prova, especialmente quando são pegos desprevenidos pela sua presença em uma questão no vestibular. Mas esse não é o seu caso, certo?

Claro que não! Porque agora mesmo vamos desvendar não apenas o significado dessa palavra, mas também a origem histórica dessa classe social. Por fim, traremos também algumas dicas para você estudar esse assunto para as suas provas. Vamos lá? Boa leitura!

O que é o proletariado?

Por definição, proletariado é a palavra utilizada para definir uma classe social que se encontra oposta aos capitalistas. Os capitalistas, por sua vez, são aqueles que detêm poder sobre os meios de produção. Ou seja: são empresários, donos de indústrias, grandes latifundiários, entre outros.

Os proletariados são, então, os trabalhadores, não importa qual seja o seu segmento de trabalho. Eles são definidos como aqueles que cedem a força de trabalho para os capitalistas, fazendo com que estes lucrem a partir do esforço dos proletários. São conhecidos também como assalariados.

Essa, no entanto, não é a designação oficial do termo. Nos tempos da Idade Antiga, mais precisamente no Império Romano, proletário era aquele que não tinha nenhuma riqueza além da prole (filhos), que era oferecida ao exército como soldados. Esse significado não é muito requisitado nas provas, mas vale a pena conhecê-lo.

Qual é a relação entre o proletariado e Karl Marx?

O trabalho de Karl Marx, assim como o de Engels, foi um divisor de águas para a luta do proletariado e a conquista de seus direitos no decorrer da história.

Ideologias como o Socialismo e o Comunismo (que são conceitos diferentes, apesar de surgirem da mesma raiz ideológica) fazem muito uso do termo para ilustrar a luta entre as classes sociais. No caso, estamos falando a respeito do embate entre os trabalhadores e seus patrões (donos de empresas, detentores do capital).

A frase que citamos na introdução do artigo é o grito presente no Manifesto Comunista, publicado em 1848 por Marx e Engels, e o pensamento foi finalmente consolidado no livro O Capital, escrito por Marx em meados de 1860. Por isso, esse é um termo comumente associado à figura do sociólogo alemão.

Qual é a relação entre o proletariado, a burguesia e o Capitalismo?

Afinal, como surgiram classes sociais, como os capitalistas e o proletariado? Esse foi um processo histórico que durou muitos séculos. Ele começou a ser cunhado no finalzinho da Idade Média, quando aconteceu o que é chamado de Renascimento Cultural e Comercial.

Aqui, os feudos se dissolveram e as atividades mercantis passaram a ser mais valorizadas, especialmente devido à abertura das rotas de comércio pelo mar entre territórios distantes. Foi o começo de um processo conhecido como Imperialismo ou Colonialismo, algo que dialoga, inclusive, com a história do nosso Brasil.

No entanto, isso não é tudo. Nesse momento, ainda não se falava sobre Capitalismo, ainda que o poder de uma classe sobre a outra fosse inegável. Mas foi assim que começou a nascer uma nova classe social: a burguesia.

A sua consolidação final se deu em 1789, com a Revolução Francesa, uma revolução burguesa em sua essência. Aqui, uma nova classe realmente surgia. E o mais importante: nascia com muito poder e com a detenção de bastante dinheiro.

O que é a mais-valia?

Para fechar a nossa explicação, não podemos deixar de mencionar um conceito importantíssimo da teoria Marxista: a mais-valia. Esse é um termo que pode cair em suas provas e conhecê-lo também é muito importante para o seu dia a dia. Vamos lá?

O tema é bastante complexo, mas em síntese, nos diz o seguinte: o trabalhador doa muito mais de seu “suor” para o burguês do que o recebe com o seu salário. Ficou confuso? Não se preocupe, vamos explicar com exemplos a seguir.

Vamos imaginar que um determinado proletário trabalhe em uma indústria de roupas. Ao longo do mês, ele produz o equivalente a 100 camisetas. Cada uma delas custa 50 reais para o consumidor final, o que faria com que a sua produção fosse de exatos R$ 5 mil. Certo?

Fazendo a divisão por 22 dias de trabalho, chegamos à conclusão de que o dia trabalhado por esse indivíduo gera um valor de aproximadamente R$ 227,00.

No entanto, o salário recebido pelo trabalhador é de apenas R$ 1.500. Isso faz com que ele receba apenas por quase 7 dias trabalhados. O valor restante (e os dias que sobram) são inteiramente destinados ao dono da confecção.

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Em resumo, a mais-valia corresponde ao valor gerado pelo trabalho de um proletário que, ao final do mês, é destinado ao chefe e não àquele que produziu o produto. Ou seja, é a disparidade existente entre o valor produzido pelo proletário e a remuneração que recebe.

Como estudar esse assunto para o Enem?

Estudar esse tipo de conteúdo é um verdadeiro desafio. Afinal, não faz parte de uma disciplina só, sendo componente de muitas matérias diferentes.

Por isso, a melhor forma de conduzir o aprendizado sobre o tema é utilizando ferramentas que vão além da teoria, por mais que essa seja importante. Agora que você já tem uma boa bagagem após a leitura deste artigo, é hora de expandir os horizontes!

Uma boa ideia é sempre recorrer aos filmes. Além de relaxarem e divertirem, eles promovem a reflexão sob primas diferentes de um assunto estudado e ajuda bastante na fixação do conteúdo.

Alguns títulos relacionados com esse tema são:

  • Tempos Modernos (1936);
  • A classe operária vai ao paraíso (1971);
  • Diários de Motocicleta (2004);
  • Parasita (2019).

Cada uma dessas obras podem ou não ser diretamente relacionadas com a questão do proletariado e da luta de classes. Que tal assisti-las e fazer uma reflexão sobre como essa relação é feita e identificar os fatores que as tornam importantes no contexto? Você pode até mesmo redigir uma redação sobre isso!

Como esse tema é cobrado nos vestibulares?

Pronto para ver como esse assunto cai nas provas de todo o Brasil? Então, vamos lá!

(Enem 2013) Na produção social que os homens realizam, eles entram em determinadas relações indispensáveis e independentes de sua vontade; tais relações de produção correspondem a um estágio definido de desenvolvimento das suas forças materiais de produção. A totalidade dessas relações constitui a estrutura econômica da sociedade – fundamento real, sobre o qual se erguem as superestruturas política e jurídica, e ao qual correspondem determinadas formas de consciência social.

MARX, K. Prefácio à Crítica da economia política. In. MARX, K. ENGELS F. Textos 3. São Paulo. Edições Sociais, 1977 (adaptado).

Para o autor, a relação entre economia e política estabelecida no sistema capitalista faz com que

a) o proletariado seja contemplado pelo processo de mais-valia;

b) o trabalho se constitua como o fundamento real da produção material;

c) a consolidação das forças produtivas seja compatível com o progresso humano;

d) a autonomia da sociedade civil seja proporcional ao desenvolvimento econômico;

e) a burguesia revolucione o processo social de formação da consciência de classe.

Resposta: B

Agora é com você!

O tema do proletariado é um assunto ao mesmo tempo histórico e atual. Por isso, entendê-lo e relacioná-lo com outros temas das provas é muito importante para resolver questões e fazer boas redações. Sendo assim, não deixe sempre de revisar o conteúdo e treinar bastante, ok?

Aproveitando o assunto, que tal saber mais sobre como funcionam as redações no Enem e em outros vestibulares? Faça o download gratuito de nosso e-book “Redação para o Enem e os vestibulares” e tenha um ótimo desempenho nas provas!

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