Neoliberalismo: o que é e como estudá-lo?

mapa mundi e dinheiro representando neoliberalismo

Não é novidade que vivemos em um mundo capitalista, mas há várias formas do Estado atuar dentro desse sistema. O neoliberalismo é apenas uma delas, e é bom que você entenda esse assunto para conquistar a tão sonhada aprovação no vestibular.

Doutrinas econômicas surgem de tempos em tempos parecendo ser mais apropriadas para aquele momento da História. Logo são popularizadas por muitos chefes de governo, mas isso não significa que elas sejam perfeitas nem totalmente adequadas. Há críticas sobre as quais também é preciso falar — e nós vamos!

Continue na leitura para saber mais sobre o modelo neoliberal. Ele desperta questões políticas, sociais e econômicas, um prato cheio para testar seu conhecimento no Enem e no vestibular para as melhores faculdades do país.

O que é neoliberalismo?

Vamos direto ao ponto: o neoliberalismo é uma doutrina ou política econômica que prega a mínima intervenção do Estado na economia. Ela surgiu no fim da década de 1970/início dos anos 1980, extinguindo o keynesianismo, sistema vigente desde a crise de 1929, e retomando alguns conceitos do liberalismo clássico. Volte um pouco na História com a gente!

O liberalismo tradicional surgiu na Europa do século XIX — inclusive, não deixe de estudar a Revolução Industrial para o Enem. Adam Smith e outros expoentes do modelo diziam que o mercado se regulava sozinho pela competição e pela taxação de preços nesse contexto de industrialização, urbanização, produção em massa, a chamada “mão invisível”.

Logo, o Estado não deveria intervir na economia. Mas entenda: isso foi necessário quando a crise de 1929 estourou, alimentada justamente pela superprodução e pela concessão indevida de crédito para estimular o consumismo. O liberalismo clássico então sai de cena para dar espaço ao keynesianismo.

Essa doutrina desenvolvida pelo britânico John Maynard Keynes prega o famoso Estado de bem-estar social (Welfare State). É a interferência estatal na economia com alta arrecadação de imposto e investimento massivo desse dinheiro em benefícios sociais. Tal modelo ficou vigente até o final da década de 1970/início dos anos 1980, quando surgiu o neoliberalismo.

Principais expoentes

Essa política econômica está associada aos economistas Friedrich Hayek e Milton Friedman. Além disso, você pode ver como ela foi aplicada na prática nos governos de Augusto Pinochet (Chile), Ronald Reagan Estados Unidos) e Margaret Thatcher (Alemanha).

A doutrina ganhou força no Brasil na década de 1990 com Collor de Mello na presidência reduzindo tarifas de importação e taxas alfandegárias (incentivos à abertura da economia) e depois com Fernando Henrique Cardoso na presidência, quando as privatizações foram intensas.

Quais são as suas principais características?

Não, o neoliberalismo não é matéria só de História no Enem. Preste atenção nos princípios desse sistema para entender como ele está relacionado a várias questões de desenvolvimento econômico e das nações. As informações vão te fazer enxergar como o tema pode ser cobrado também em atualidades e redação, por exemplo. Confira!

Pouca intervenção estatal

Entenda o contexto de surgimento dessa doutrina: o Estado estava superendividado tentando promover o tal do Welfare State, houve a crise do petróleo e o toyotismo (sistema de otimizava os meios produtivos nas fábricas) crescia no mundo todo.

O neoliberalismo aconselha o governo a garantir apenas direitos básicos da população em questões estratégicas como educação, saúde e transporte, e a intervir minimamente na economia.

A crença é de que ela se autorregula em um mercado aberto e com livre concorrência, ou seja, a autorização para o empresário utilizar todos os recursos lícitos a fim de desenvolver o seu negócio. Essa característica nos leva a outra. Veja só…

Desburocratização

Seguindo a lógica, quanto menos leis existirem para o pessoal do meio corporativo seguir, melhor. Por isso, não se espante caso o neoliberalismo no Enem cair em uma questão ligada à Reforma Trabalhista que aconteceu em 2017 no Brasil.

Não entendeu a relação? Essa política econômica também promoveu a flexibilização das normas trabalhistas. Além disso, a desburocratização é apontada como um dos principais motivos para a crise de 2008: os bancos americanos concediam empréstimos a qualquer um e você já sabe como isso deu errado lá no primeiro crash, em 1929.

Privatizações

Outra característica do neoliberalismo é a defesa da propriedade privada. Assim, os governos são incentivados a vender seus serviços e suas estruturas como portos e aeroportos a empresas particulares. Essa medida seria útil para abastecer os cofres públicos, inclusive.

Essa política econômica pode ser o tema da redação ou cair em atualidades no Enem este ano. Isso porque o Estado está interferindo atualmente no mercado, muito abalado pela pandemia do Covid-19 e as medidas de isolamento social.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, anunciou recentemente um pacote de US$ 23 trilhões de ajuda a pequenas e médias empresas. Percebe a ironia de pregar a privatização e ter que ajudar os empresários quando a casa cai para não prejudicar ainda mais a população?

Quais são as principais críticas feitas a essa corrente?

A primeira é que o livre comércio acirra a competitividade apenas entre as empresas de grande porte, dificultando a atuação das pequenas no mercado. Os contrários ao neoliberalismo também falam mal da flexibilização trabalhista, dizendo que ela coloca os empregados em condições precárias enquanto os empresários só enriquecem.

A redução da soberania nacional com a abertura da economia também é uma crítica ao neoliberalismo sob o argumento de que as multinacionais acabam influenciando decisões políticas.

Há ainda a ideia de que os países mais pobres são marginalizados nesse modelo econômico, reduzidos a exportadores de produtos com pouco valor agregado, matérias-primas, enquanto os grandes se desenvolvem com tecnologia.

É preciso saber as críticas, caso queira se preparar bem para as questões sobre neoliberalismo no vestibular. Elas também são úteis na hora de você pensar a respeito da proposta de intervenção, se o tema cair na redação.

Como estudar o assunto para o Enem e o vestibular?

Aproveite que está se preparando para entrar nas melhores faculdades do país e inclua “Dama de ferro” na sua lista de filmes a assistir. Meryl Streep ganhou o Oscar de melhor atriz interpretando Margaret Thatcher nessa produção hollywoodiana.

“O capital” também é uma boa indicação, já que o enredo se passa na Europa durante o desencadeamento da crise iniciada pelo estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos em 2009. A história é desenrolada em torno do personagem Marc Tourneuil no papel de presidente do banco Phoenix. Suas ações e a conduta do mercado narram o neoliberalismo.

Mais uma dica é “O cerco – a democracia nas malhas do neoliberalismo”, documentário canadense disponível no YouTube. Ele faz a análise de medidas típicas dessa corrente econômica: redução do papel do Estado, desregulamentação e privatização.

Esse tema também está em “Privatizações – a distopia do capital”, produção nacional que trata dessa prática no Brasil na década de 1990. Vale ressaltar que esse documentário é contra a intervenção mínima do estado na economia. Filmes são ótimos para aumentar o conhecimento adquirido nos seus estudos.

Além disso, dedique um tempo para assistir às aulas e às revisões do Trilha do Enem. Por lá, você encontra questões comentadas pelos professores e ainda estrutura um plano de estudos personalizado.

Entender o que é o neoliberalismo ajuda você a se situar sobre várias questões políticas, sociais e econômicas. Afinal, é a doutrina mais praticada pelos atualmente. O tema e suas variações podem cair principalmente em atualidades, redação e em perguntas de disciplinas de Ciências Humanas e suas Tecnologias, como História e Geografia. Então, fique de olho na matéria!

Gostou do assunto? Então não deixe de conferir as dicas na nossa planilha e saiba como organizar os estudos para o Enem!

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