Crise na Venezuela: como estudar para atualidades no Enem?

bandeira da venezuela

Alguns acontecimentos ganham fama mundial por causa de seus impactos políticos, econômicos e sociais. Dito isso, não falta material sobre a crise na Venezuela para cair em atualidades no Enem. Que tal estudar melhor o assunto e se preparar para as maneiras como ele pode ser cobrado?

O tópico é bem interessante, suscita a análise dos fatos que levaram ao evento, a compreensão do cenário atual e as previsões para um futuro incerto cujos efeitos se estendem além do território venezuelano.

Se quiser aumentar suas chances de sucesso no Enem, prossiga sua leitura para aprender mais sobre a crise na Venezuela, assunto com alta probabilidade de ser cobrado nessa prova e no vestibular das grandes faculdades do país. Por aqui, você verá:

  • O que é a crise na Venezuela?
  • Por que a crise na Venezuela é tão importante?
  • Como estudar a crise na Venezuela para o Enem?

O que é a crise na Venezuela?

Estamos falando de uma trama que eclodiu em 2013 com precedentes políticos que agravaram a situação econômica do país e mudaram suas estruturas de governo e a vida da população — cenário que perdura até os tempos atuais. Acompanhe os aspectos que desenharam esse contexto, já que é um dos possíveis temas da redação do Enem.

Crise política

De 1999 a 2013, a Venezuela se manteve sob o comando de Hugo Chávez, eleito democraticamente quatro vezes seguidas para o cargo de presidente. Ele administrava a nação promovendo o socialismo do século XXI, com posicionamento de extrema esquerda e voltado para a estatização.

Chávez faleceu meses após vencer as eleições de 2012. Seu vice, Nicolás Maduro, assumiu o cargo interinamente até a realização de novas eleições diretas em 2013, quando ascendeu ao posto ganhando da oposição e obtendo a maioria dos votos sob a acusação de fraudes.

Diferentemente de Chávez, Maduro não tinha a maioria do Congresso a seu favor, razão pela qual os venezuelanos começaram a entrar em acirrado conflito político. A Mesa da União Democrática (MUD) tentou tornar ilegítimo o governo eleito por meios constitucionais, mas sem sucesso.

Maduro contra-atacou derrubando a constituinte que existia até então e formando uma nova com parlamentares favoráveis a ele. Se o cenário político já não era dos melhores, a situação da Venezuela piorou com os problemas econômicos.

Crise econômica

Foi durante o governo de Chávez que descobriram enormes reservas de petróleo no território venezuelano — aproximadamente 300 milhões de barris. A economia nacional passou a se pautar quase que inteiramente nessa commodity, que chegou a responder por 96% das exportações.

O lucro obtido com a comercialização para o exterior era utilizado na importação de outros produtos que deixavam de ser produzidos na Venezuela. A economia, pouco diversificada, sentiu os impactos da desvalorização do preço do barril de petróleo a partir de 2014: valia US$ 98,98 em julho e fechou aquele ano a US$ 47,05.

Sem tanta receita vindo da commodity, instaurou-se uma crise de abastecimento aos supermercados, lojas e farmácias venezuelanas. Além do mais, a maior petrolífera do país, a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), teve corte de recursos e, sucateada, decaiu em produtividade.

Os primórdios da crise econômica aconteceram na administração de Chávez: muitas empresas tiveram queda de desempenho depois das estatizações em massa. Ainda, seu governo manipulava a taxa de câmbio para controlar os preços.

Por que a crise na Venezuela é tão importante?

Essa crise tem grande relevância, porque é um fato caótico em muitos aspectos. Ressalta-se: Maduro continua ocupando o poder após ganhar as eleições realizadas em 2018, cuja legitimidade é contestada por órgãos internacionais, inclusive. Opositores são presos, perseguidos até hoje e, naquela época, foram impedidos de concorrer.

O exemplo serve para elucidar a dura atuação das Forças Armadas venezuelanas contra quem não está a favor de Maduro. Mortes de civis, torturas, desaparecimentos e forte repressão são justificados sob o argumento de defesa da nação. Ainda, é precária situação em que a população vive.

Crise humanitária

Com a escassez nas prateleiras, a demanda aumentou e a inflação subiu, alta que perdura até os dias atuais, tendo fechado 2019 em 9.585,5%. Faltam medicamentos, alimentos e bens de consumo básicos. Confira alguns dados relevantes:

  • o PIB da Venezuela caiu 52% até 2019, desde que Maduro assumiu a presidência em 2013;
  • a ONU estimou que 94% dos venezuelanos viveram na pobreza em 2018;
  • o salário-mínimo na Venezuela é de US$ 4,60 (cerca de R$ 26), mesmo após alta de 77,7% anunciada em abril de 2020.

A crise na Venezuela é acentuada também no quesito social, pelas inúmeras tentativas infrutíferas de ajuda humanitária por parte de outros países. Maduro fecha as fronteiras e bloqueia o tráfego aéreo alegando que a colaboração externa é uma desculpa para tropas se infiltrarem no país e derrubarem o Governo.

Cenário internacional

Com as acusações de fraude nas eleições de 2018, o então presidente da Assembleia Nacional e principal opositor do sistema, Juan Guaidó, declarou-se presidente interino da Venezuela e teve o título por dezenas de nações.

A crise na Venezuela movimenta o cenário internacional por se tratar de um país que não só é membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), como tem a maior reserva petrolífera do mundo, suscitando o interesse dos chineses, por exemplo.

China e Rússia são grandes credoras da Venezuela, tendo financiado o armamento do Exército, inclusive. O apoio de Putin (e, também, do Irã) a Maduro é uma forma de afrontar os Estados Unidos que, por sua vez, sancionam a Venezuela a fim de enfraquecer o governo.

A motivação estadunidense ainda é justificada pelo interesse nas reservas naturais da nação andina. Ressalta-se, ainda, que três milhões de venezuelanos deixaram o país entre 2015 e 2019, migrando majoritariamente para Estados vizinhos da América Latina.

Em resumo, a importância da crise na Venezuela acontece porque:

  • é uma crise política com roteiro digno de Hollywood;
  • trata-se, também, de uma crise econômica acentuada;
  • a crise humanitária está instaurada, assim como a de refugiados;
  • a Venezuela é o país com maior reserva petrolífera do mundo;
  • outros Estados têm interesses político-econômicos na nação;
  • vários órgãos e instituições internacionais (OPEP, FMI e ONU, entre outros) estão preocupados com a situação desse país andino.

Como estudar a crise na Venezuela para o Enem?

Centralize o assunto em três aspectos para conseguir assimilar o efeito dominó que montou o cenário: Governo Chavista, economia profundamente dependente do petróleo e queda no preço do barril em 2014. A partir daí, fica fácil lembrar as implicações sociais e elaborar um plano de estudos para o Enem.

Não ignore os interesses internacionais na situação em questão, tampouco a crise de refugiados — principalmente, como ela repercutiu no Brasil trazendo para cá 200 mil venezuelanos. Os números não precisam ser decorados, mas podem gerar uma sensação de espanto quando absorvidos, impacto que reforça ideias valiosas na hora da prova.

O estudo mais efetivo que pode ser feito é a leitura e a visualização constante de conteúdo dos veículos de comunicação de alta credibilidade: se atualizar com as notícias traz novas informações e ajuda a consolidar as antigas. Você também pode recorrer ao Trilha do Enem; o site tem simulados e monta um cronograma de estudos personalizado.

Notou a abrangência de temas e matérias da crise na Venezuela? O assunto é um prato cheio para o Exame Nacional do Ensino Médio e segue atual, mesmo com seu estopim tendo acontecido anos atrás. Não deixe de estudar o assunto!

Falando nisso, continue aprofundando seus conhecimentos e saiba, agora, o que é Comunismo e como ele pode cair no vestibular!

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