Vacina no Enem: entenda como o tema pode ser cobrado

vacinação

Se, de dentro de nossas casas e apartamentos, acompanhamos atentos as notícias sobre uma possível vacina contra a Covid-19, mais alerta ainda deve estar o estudante que vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio. O tema vacina no Enem é considerado por muitos um dos mais prováveis, inclusive para cair na redação do teste.

Antigamente, falava-se sobre vacinação em períodos específicos. Durante campanhas contra o HPV, a caxumba e o sarampo, por exemplo, as pessoas eram instruídas sobre os benefícios de se imunizar. Isso não impediu, no entanto, o crescimento dos antivacinas, um movimento negacionista que se baseia em dados de um estudo fraudulento.

Continue a leitura deste artigo e entenda como o tema vacina no Enem pode ser explorado na prova, além dos aspectos fundamentais para entender até que ponto podemos esperar uma vacinação para o novo coronavírus em breve. Veja, também, algumas outras informações que podem ajudar na redação ou nas questões sobre atualidades no Enem!

A vacinação, o movimento antivacina e a volta das doenças

Quando você for estudar o coronavírus no Enem, é importante entender a história da vacina. Em 1776, o médico Edward Jenner concebeu a ideia básica da vacinação observando aquela que talvez fosse a doença mais temida da época: a varíola. Ele percebeu — por métodos nada ortodoxos, pelo menos do ponto de vista da medicina atual — que injetar o vírus em uma pessoa saudável fortalecia seu sistema imunológico.

À época de Jenner, isso envolvia adoecer propositalmente as pessoas injetando pus contaminado no seu sangue, mas logo outros estudos viriam a propor maneiras mais higiênicas e eficientes de realizar essa imunização.

Seja por meio de vírus inativos, enfraquecidos, de toxinas presentes na doença ou outros métodos, a proposta da vacinação é sempre a mesma: criar uma resposta imunológica no organismo, de modo que ele apresente resposta imediata, se um dia for infectado.

Os desafios para garantir a vacinação do povo brasileiro

A vacina tornou-se obrigatória no Brasil já em 1832, o que não impediu que, 79 anos depois, um surto de varíola acontecesse repentinamente no país.

A resposta a isso veio do célebre Diretor de Saúde da época, Oswaldo Cruz: a vacinação em massa. No entanto, a desinformação foi grande, o que culminou, em 1904, na Revolta da Vacina — um movimento violento de resistência à vacinação, sobretudo porque os brasileiros pobres achavam que tratava-se do envenenamento de seus filhos.

Eis aí um ótimo tema para ser abordado na prova de História do Enem, dada a sua importância para o período atual. O Brasil não foi o único país a repelir a imunização, mas o argumento mais difundido dos antivacinas veio com a publicação de um estudo fraudulento na prestigiada revista científica The Lancet, em 1998.

Um médico estadunidense apresentou dados de pesquisas falsas associando a vacinação ao aparecimento de casos de autismo em crianças da época. A fraude foi descoberta e punida, e a The Lancet se retratou, mas o estrago já estava feito, sendo esse estudo citado equivocadamente até hoje.

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A redução do tempo de produção de vacinas

Esse talvez seja um dos assuntos mais discutidos atualmente, então, guarde as seguintes informações quando for rever a pandemia no Enem. Como não existe um precedente de infecção em tão larga escala e com efeitos sociais e econômicos tão danosos, certas suposições consideradas relevantes sobre o tempo de produção das vacinas, embora ainda nebulosas, podem cair na prova.

Existem diferentes parcerias entre o Governo brasileiro e indústrias ou organizações farmacêuticas de outros países atuando para chegar a essa vacina. Aquela com projeções mais otimistas dá conta de que se possa ter um resultado positivo em outubro e cerca de 100 milhões de doses produzidas até o início de 2021.

Nesse caso, quem seria vacinado primeiro? Há uma espécie de lista de pessoas cujas condições ou profissão permite receber a imunização tão logo ela saia. Isso está relacionado ao fato de elas serem parte do chamado grupo de risco ou estarem em contato constante com pessoas desse grupo. São exemplos dessas pessoas:

  • idosos;
  • crianças
  • gestantes;
  • profissionais da área de saúde;
  • indígenas;
  • professores;
  • doentes crônicos;
  • pessoas encarceradas;
  • funcionários do sistema prisional;
  • motoristas de caminhão e outros.

O período de teste e segurança das vacinas

A produção de uma nova vacina demora, em média, um ano e meio, já que envolve três etapas de testes e a observação das pessoas imunizadas. No entanto, em situações de emergência como a que vivemos, os estudos preliminares são suficientes para proceder na vacinação.

Para que a Anvisa libere a produção de uma vacina contra a Covid-19, ela deve apresentar, pelo menos, eficácia comprovada de 70%. Ou seja, de cada 100 pessoas vacinadas, 70 devem apresentar imunização comprovada e satisfatória, para que a vacina possa ser produzida em larga escala.

Quanto à vacinação de toda a população, ela deve levar o dobro do tempo, já que a população do país é de cerca de 200 milhões de pessoas, e a primeira fabricação chega aos 100 milhões.

O processo de desenvolvimento da vacina contra a Covid-19

É claro que as informações que apresentamos aqui são preliminares e que, em função de vivermos uma situação de emergência e calamidade mundial, elas podem se tornar mais ou menos flexíveis. Para dar conta do processo de desenvolvimento da vacina contra a Covid-19 — e ter um bom resultado no Enem nas questões sobre o tema — você deve se manter informado.

Ao estudar em casa, acompanhe os noticiários, assista a documentários sobre o assunto e, se possível, participe de grupos de discussão online para observar o tema sob diferentes perspectivas. Você também pode usar o Trilha do Enem para se informar sobre o assunto.

A partir de diversas fontes, leituras e diálogos, vai ser possível apresentar uma opinião crítica sobre o tema vacina que, muito provavelmente, será cobrado no Enem e nos vestibulares. Então, prepare-se!

Por falar em preparação, você já sabe como incluir esses assuntos na sua rotina de estudos? Ainda não? Então, baixe gratuitamente a nossa planilha, saiba como organizar os estudos para o Enem e não perca mais o seu foco!

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