Saiba como construir um mapa mental em 6 passos

homem construindo um mapa mental no quadro

Que tal aumentar seu foco e atenção, memorizar os conteúdos com mais eficiência e economizar tempo nos estudos? Tudo isso é possível com o mapa mental, um método poderoso para organizar, estruturar e absorver melhor suas ideias em relação ao assunto que você preferir.

Não é milagre, muito menos mágica! O mapa mental é uma ferramenta eficaz, comprovada pelo seu criador, Tony Buzan, um dos maiores autores sobre aprendizado e cérebro. E funciona mesmo dispor conceitos e ramificações de forma mais visual, pois o nosso cérebro apreende melhor todas as informações com a ajuda de cores, palavras-chave, ícones e outros recursos visuais.

Se você estava procurando um jeito de otimizar sua rotina de estudos, encontrou a estratégia certa. O mapa mental dá certo porque é uma forma ativa e associativa de aprender as coisas, não sendo necessário decorar o conteúdo. Continue por aqui e aprenda a passo a passo de como fazê-lo:

  • defina um tema central;
  • represente o tema em uma imagem e/ou palavra-chave ao centro;
  • inclua informações associadas ao redor do tema central;
  • conecte essas informações com elementos gráficos;
  • destaque os itens mais importantes;
  • crie um padrão de cores e de elementos.

1. Defina um tema central

O primeiro passo, na verdade, é ler e estudar o conteúdo em questão. Aí está a importância da leitura aprofundada: assim, você vai ter uma visão geral do assunto, sempre destacando termos principais e conceitos importantes. Essa é a maneira que a maioria das pessoas estuda e, aqui, o segredo é usar a estratégia tradicional para expandir as possibilidades de absorção e ir além!

Depois de marcar trechos que você considera importantes, é hora de começar a construir o mapa mental. Contudo, é fundamental que o tópico escolhido seja delimitado, para que o seu mapa fique mais preciso e objetivo, combinado? Para exemplificar, em vez de falar sobre gêneros textuais, que são muitos, escolha falar apenas sobre “dissertação para o Enem”.

2. Represente o tema em uma imagem e/ou palavra-chave ao centro

Ao ter em mente o tema central estudado, você vai escrevê-lo (ou desenhá-lo) bem ao centro de uma folha de papel. Cuide de utilizar letras maiores e, se preferir, destaque essa palavra-chave principal com um círculo, um retângulo, um balãozinho etc. O nosso cérebro tende a priorizar o que está no centro como o ponto mais importante e, a partir daí, fazer ramificações.

Pois é exatamente isso que faremos em nosso mapa mental. Para ajudar, além da palavra-chave, também é válido escolher um ícone ou uma imagem que represente o assunto. O segredo é eleger algo que realmente faça sentido para você — assim, sua mente vai memorizar com mais facilidade o tema.

3. Inclua informações associadas ao redor do tema central

A melhor parte vem agora! A partir do seu tema central, marcado ao centro da folha, você vai começar a ramificar o assunto ao redor. Assim, tudo o que for relacionado ao tema deve ser lembrado. Retomando o exemplo da dissertação, quais são as coisas que você precisa fazer para se dar bem na redação do Enem?

Com isso em mente, comece a utilizar setinhas ou traços para desmembrar o seu assunto, de preferência usando cores diferentes. O seu mapa mental sobre a dissertação pode conter:

  • uma seta para falar sobre a estrutura da dissertação (introdução, desenvolvimento e conclusão, número de palavras etc.);
  • subsetas para dizer o que deve conter em cada uma dessas partes do seu texto — uma proposta de intervenção para o problema na conclusão, por exemplo;
  • outra seta para destacar os critérios de avaliação da redação, que podem ser subsequenciados por cada uma das competências, como domínio da norma culta da língua, compreensão da proposta do tema, organização dos argumentos, entre outras.

4. Conecte essas informações com elementos gráficos

Além de escrever todas as informações distribuídas pelas setas ao redor da palavra-chave central — tanto à mão quanto ao criar o mapa mental on-line —, outra coisa que ajuda muito na memorização cerebral é o uso de elementos gráficos. Aqui, vale soltar a criatividade e adicionar ícones, desenhos e até mesmo imagens divertidas que, de algum modo, façam lembrar o assunto apontado.

É muito importante ressaltar que não é preciso elaborar uma verdadeira obra de arte! Você não precisa ser bom desenhista, nem fazer nada com muito perfeccionismo. O importante é que o mapa mental funcione, independentemente das suas habilidades artísticas, tudo bem? Basta contar com a ajuda de materiais de papelaria, como canetinhas coloridas, lápis de cor etc.

5. Destaque os itens mais importantes

Quando vamos fazer resumo de determinada matéria, temos medo de deixar algum detalhe para trás. A preocupação está em absorver todo o conteúdo, fazendo com que o nosso cérebro queira decorar as informações. Com o mapa mental é diferente, uma vez que você vai entender o assunto e memorizar o que há de mais importante nele!

Nesse sentido, não fique com a sensação de que deve transpor tudo para o seu mapa mental. Ele não precisa ficar abarrotado de coisas, senão vai causar o efeito contrário do esperado. É melhor que você compreenda o tema e anote apenas os itens mais importantes. Assim, quando for revisar a matéria, vai usar esses tópicos principais apenas como gatilhos de memória.

6. Crie um padrão de cores e de elementos

Cada pessoa vai descobrir uma metodologia pessoal que funciona melhor para os seus estudos. Alguns vão preferir fazer tudo com caneta preta, vermelha e azul e apenas destacar termos mais essenciais com um marca-texto verde fluorescente, por exemplo.

Por outro lado, tem gente que prefere variar mais nas tonalidades e colorir cada tópico com uma cor, valendo-se de um arsenal maior de materiais — canetas, lápis e marcadores dos mais variados tons e espessuras.

Alguns mapas mentais são feitos apenas com textos, enquanto outros aproveitam os recursos gráficos para incrementar a memorização da matéria. Eles ajudam bastante, mas o que realmente funciona é você mesmo fazer o seu próprio mapa mental.

O motivo é que a eficácia do método está justamente na sua execução e não no resultado. Por isso não recomendamos que você pegue mapas mentais prontos na internet ou com os seus amigos. Eles podem não surtir o efeito de memorização desejado, porque não foi o seu cérebro que os criou!

Está liberado conferir modelos prontos apenas para que você tenha uma ideia de como começar a produzir os seus. Afinal, é sempre legal pegar referências e adaptá-las de acordo com seus gostos pessoais. Porém, lembre-se de que as melhores associações mentais serão aquelas feitas por você mesmo.

O mapa mental, assim como estudar com gabarito, é um recurso muito eficaz nos estudos, pois ajuda na fixação, na memorização e, o melhor, no aprendizado dos conteúdos. Assim, você não fica refém da “decoreba” na hora da prova — que vai exigir um raciocínio lógico e associativo da teoria, sendo necessário colocá-la em prática.

Além do mais, a técnica auxilia na compreensão e na solução de problemas e ainda faz com que você desenvolva a habilidade de sistematizar dados e informações, tornando-se uma pessoa que sabe organizar melhor o pensamento e se livrar de ideias desconexas.

Gostou de aprender a fazer um mapa mental? Então, aproveite que já está por aqui, confira como será o cronograma do Enem para 2020 e comece a se preparar!

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