Genética: o que você precisa saber dessa matéria para tirar 10

Lupa com dna em fundo rosa

Alguns temas são aquelas “figurinhas carimbadas” nos exames como Enem e vestibulares. Dentro da prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e, mais especificamente, na Biologia, a Genética é um desses temas. Por isso, dominar esse tema garante alguns pontos estratégicos para sua aprovação!

É um assunto interessante, instigante e muito extenso. Por isso, separamos um conteúdo com detalhes importantes que vão ajudá-lo a otimizar seus estudos e acertar todas as questões que aparecerem sobre o tema.

Vamos mergulhar no universo dos fundamentos da Genética, como traçar as melhores estratégias de estudos, conhecer mais sobre a história desse campo e outros detalhes que vão ajudar nos seus estudos.

Vamos juntos nessa? Boa leitura! 

Fundamentos da Genética

Para acertar o maior número de questões no Enem e vestibulares, você precisa dominar a base da Genética, ou seja, os seus fundamentos. Isso porque as provas podem cobrar tantos os conceitos em si quanto, também, suas aplicações práticas em contextos determinados (mas veremos mais sobre isso mais a frente).

Confira a seguir mais sobre alguns dos principais fundamentos da Genética!

Genótipo

Esse é um dos conceitos mais fundamentais e importantes quando falamos sobre genética. O genótipo é o conjunto completo de genes de um organismo e tem uma função muito importante: determinar as características hereditárias do ser.

Ele é constituído pelos alelos, que veremos mais a frente sobre ele. O genótipo não é diretamente visível, mas sim vemos o fenótipo (falaremos dele logo em seguida!).

Ok, vamos a um exemplo: a cor dos olhos de uma pessoa é determinada pelo conjunto de genes responsáveis por essa característica, presentes no genótipo dela. Porém, a manifestação dela no corpo (ou seja, a cor dos olhos em si) não faz parte do genótipo, mas sim do fenótipo.

bonecos coloridos de pais e filhos representando genótipos compartilhados
O genótipo é o conjunto de genes de um organismo

Fenótipo

Se o genótipo são os conjuntos de genes, o fenótipo é a expressão deles no organismo e que pode ser observável. Pensando em seres humanos, algumas expressões dele são:

  • cor dos olhos;
  • cor do cabelo;
  • textura natural do cabelo;
  • altura;
  • tamanho do nariz;
  • cor da pele, entre outros.

Porém, o fenótipo não é determinado apenas pelo genótipo, mas também pode sofrer alterações por questões ambientais. Em outras palavras, com expressões que você já deve ter ouvido em algum momento: há uma predisposição genética, presente no genótipo, que só aparecerá se o fator ambiental desencadear isso.

Um dos casos mais conhecidos são os casos em que há uma mutação genética que pode proporcionar maiores chances de desencadear uma doença, como o gene BRCA1 e BRCA2 para o câncer de mama. Ser portador dessa mutação não significa que vai desenvolver, necessariamente, a doença (ainda que as chances sejam mais elevadas).

E nisso, os fatores ambientais podem influenciar bastante. Uma vida saudável, por exemplo, pode minimizar as chances de que o genótipo se expresse em fenótipo e a doença ocorra.

Isso não é limitado só aos seres humanos. Por exemplo, duas plantas com o mesmo genótipo podem ter alturas diferentes, caso uma receba mais luz solar e nutrientes do que outra. Ou seja, o ambiente interferiu no desenvolvimento delas.

Genes

Os genes são as unidades fundamentais do genótipo e são responsáveis pela determinação das características de um organismo. Eles estão presentes na parte interna dos cromossomos (falaremos mais sobre eles mais a frente).

Os genes são fragmentos de DNA, que possuem como se fosse um conjunto de regras (com algoritmos) para a produção de proteínas. Cada um deles é responsável por uma característica específica. E cada característica pode ser formada por um conjunto de genes.

Os genes operam sempre em pares, sendo que cada um deles é herdado de cada um dos genitores (exceto em casos de alterações e mutações genéticas).

Blocos brancos com desenho de dna e um amarelo
Genes são fragmentos de DNA e operam em pares

Genes alelos

Dentro do campo dos genes, há também o conceito de “genes alelos”. Eles são aqueles que ocupam um mesmo “lócus” em cromossomos homólogos e, atuando em pares, estão envolvidos na determinação de uma mesma característica.

Por exemplo, os genes responsáveis pela cor dos olhos estão na mesma posição nos cromossomos homólogos. Eles não precisam determinar as mesmas características (por exemplo, um alelo pode determinar a cor azul e outro a cor marrom), mas estarão na mesma posição, atuando em pares, sendo um herdado da genitora do sexo feminino e outro do genitor do sexo masculino.

Eles podem ser definidos ainda como homozigotos e heterozigotos:

  • genes alelos homozigotos: são aqueles idênticos para determinada característica: AA ou aa.
  • genes alelos heterozigotos: são aqueles diferentes para determinada característica: Aa.

Alelos múltiplos

Os alelos múltiplos são formas diferentes de um gene que podem se expressar de diversas formas em uma população e podem proporcionar uma variedade de combinações para uma mesma característica.

Um exemplo clássico e que, inclusive, é bastante cobrado em provas, é o padrão sanguíneo ABO dos seres humanos. Essa característica é formada pelos alelos múltiplos IA, IB e i, sendo IA e IB dominantes e i recessivo (responsável pelo tipo O).

Então, por exemplo, uma mãe de uma criança que tenha sangue A pode ter a formação IA-IA ou IA-i. Um pai de uma criança que tenha sangue B pode ter a formação IB-IB ou IB-i.

Um filho desses pais pode ter uma das seguintes combinações:

  • IA-IB: sangue tipo AB;
  • IA-i: sangue tipo A;
  • IB-i: sangue tipo B;
  • i-i: sangue tipo O.

Esse é um exemplo clássico, mas outros podem ser cobrados em sua prova. A questão apresentará o contexto para poder realizar as combinações possíveis e, até mesmo, definir a probabilidade de cada caso.

Alelos letais

Os alelos letais são uma forma particular de alelos que, quando presentes, levam necessariamente a morte do organismo, por causar problemas que inviabilizam a sua existência.

Os alelos letais podem ser tanto uma expressão dominante quanto recessiva e, também, podem ser tanto letais quanto semiletais. No segundo caso, o organismo sobrevive por um tempo, até que o gene se expresse em fenótipo e prejudique a sobrevivência do portador.

Quando os alelos letais são recessivos, eles provocam a morte quando aparecem em homozigose. Ou seja, se pai é Aa e mãe Aa, se o feto tiver o alelo aa, ele não sobreviverá.

Nos casos de alelos dominantes letais, basta apenas uma cópia no par para que a condição aconteça. É o caso, por exemplo, da doença de Huntington, uma patologia degenerativa que, quando se expressa (por volta dos 40 anos), leva a degeneração progressiva dos nervos.

médico segurando mão de paciente com desenho de nervos
A doença de Huntington é causada por alelos dominantes letais

Genes recessivos

Alguns desses termos já apareceram aqui antes, mas é muito importante dominá-los, pois eles vão aparecer em muitas questões referentes ao tema. Os genes recessivos são aqueles que só se expressam no organismo quando aparecem em par homozigoto, ou seja, quando não há a presença de um alelo dominante.

Um exemplo clássico é a cor dos olhos azul. Ela só aparecerá se a pessoa herdar apenas genes recessivos sobre a cor dos olhos que determinam esse tom. Caso ela tenha um gene dominante, herdará a cor marrom.

Muitas doenças genéticas, por exemplo, são herdadas de pais saudáveis justamente porque elas não se expressam quando há a presença de um gene dominante. Mas, caso o filho herde os dois genes recessivos, aparecerá nele.

Um exemplo é o daltonismo. Pais que possuem visão saudável podem transmitir a condição para os filhos, quando ambos possuem os alelos Aa. Assim, nesse caso, o filho possui o alelo aa e, com isso, desenvolve a alteração na percepção de cores.

Genes dominantes

Os genes dominantes são aqueles que precisam apenas de uma cópia para expressarem sua característica e, por isso, tendem a ser mais prevalentes em uma população.

Por exemplo, o gene de cabelos escuros é dominante. Caso uma pessoa herde o alelo dominante, mesmo tendo uma outra cópia recessiva, ela terá os fios mais escuros. E, também, está ligada com a expressão de algumas patologias.

moça de cabelo escuro e óculos
Cabelo escuro tem um gene dominante

DNA

DNA é a sigla para Ácido Desoxirribonucleico e é a molécula responsável por carregar as informações genéticas responsáveis pelo crescimento, desenvolvimento, funcionamento e reprodução de todos os organismos vivos e de muitos vírus.

Sua composição é feita com duas cadeias longas, que formam uma estrutura de dupla hélice. Ele é constituído por quatro proteínas: adenina, timina, citosina e guanina. Ele está presente tanto nos núcleos das células eucarióticas quanto, também, nos cromossomos.

Um dos projetos mais revolucionários já existentes foi, justamente, o sequenciamento do conjunto de DNA humano: o projeto Genoma. Ele mapeou os 3,1 bilhões de bases nitrogenadas que fazem parte do genoma humano e é responsável pela identificação de diversas patologias e características naturais herdadas geneticamente.

Mutação genética

As mutações genéticas são situações nas quais ocorre, seja naturalmente, seja induzida por fatores ambientais (como radiação) uma alteração na cadeia genética. Essas alterações podem afetar um único gene, ou ainda, um grande segmento de cromossomos, alterando as características de um organismo.

Algumas mutações podem ser positivas e, caso favoreçam a sobrevivência, podem ser incorporadas na evolução da espécie. Outras podem ser neutras e algumas causam doenças e mortalidade do organismo.

sala com sinalização de equipamento radioativo
A radiação pode causar mutação genética

Locus gênico

O locus gênico é a posição específica ocupada por um gene no cromossomo. Cada um deles possui sua posição, como uma espécie de endereço no mapa cromossômico. Porém, é como se os genes “da mesma família” morassem em casas geminadas, uma do lado da outra (formando o par de alelos) e aqueles que fossem de famílias diferentes morassem em bairros distintos.

Ou seja, alelos de características diferentes não atuam em pares, estando distantes uns dos outros. Por isso, as investigações dos mapeamentos cromossômicos sobre uma característica sempre buscam o locus gênico específico daquela característica.

Cromossomos

Os cromossomos são as estruturas encontradas no núcleo das células, responsáveis por carregar o material genético. Sua composição é feita com DNA e proteínas e são responsáveis pela replicação do DNA e sua distribuição correta durante o processo de divisão celular.

O número de cromossomos varia conforme a espécie. Nos humanos, existem 46 cromossomos, organizados em 23 pares, incluindo um par de cromossomos sexuais.

Cromossomos homólogos

São os pares de cromossomos em um organismo, sendo que cada um é herdado de um genitor. Possuem o mesmo tamanho e cada um deles carrega genes para as mesmas características.

Muitas vezes, durante a meiose, os cromossomos homólogos podem se emparelhar e trocar segmentos de DNA (processo chamado de “crossing over”). Isso é responsável pela diversidade genética das espécies.

Cromossomos sexuais

Os cromossomos sexuais são os responsáveis por determinar o sexo biológico do organismo sexuado. Por exemplo, nos seres humanos, eles são formados pelo par XY.

Os indivíduos do sexo feminino possuem o par de cromossomos sexuais XX e os do sexo masculino XY. Eles possuem, ainda, outras informações que podem interferir em outras características além da determinação sexual.

Cromossomos autossômicos

Os cromossomos autossômicos são todos os demais que não estão ligados com a determinação sexual de um indivíduo. Voltemos ao exemplo dos seres humanos: o par 23 é o que vai orientar o sexo biológico da pessoa. Os demais 22 pares são formados por cromossomos autossômicos.

cromossomos em pares
As pessoas têm 23 pares de cromossomos, sendo o 23 o que determina seu sexo biológico

Síndromes genéticas e cromossomos

As síndromes genéticas são anomalias nos cromossomos, que podem causar distúrbios e alterações fisiológicas. Elas podem variar em gravidade e alterar o funcionamento e desenvolvimento do organismo.

As condições podem ser resultados de mutações em um único gene, em múltiplos genes, uma cópia extra ou falta de um cromossomo, ou alterações estruturais. Os exemplos em humanos são alguns dos mais conhecidos e abordados em provas. Estão entre eles:

  • Trissomia do 21 (Síndrome de Down): há uma cópia extra do cromossomo 21;
  • Monossomia do 23 (Síndrome de Turner): ausência parcial ou total de um dos cromossomos sexuais;
  • Trissomia do 18 (Síndrome de Edwards): há uma cópia extra do cromossomo 18.

Cariótipo

O cariótipo é um perfil cromossômico de um indivíduo, organizado e pareado. Ele é analisado, muitas vezes, para identificar alterações cromossômicas, como a presença de um cromossomo extra ou ausência de um.

Euploidia

É o estado no qual um organismo vivo possui o número completo de cromossomos, em pares completos. Por exemplo, no caso dos humanos, é quando o indivíduo possui os 46 cromossomos (23 pares).

Aneuploidia  

É o estado no qual o organismo genético possui um número não esperado de cromossomos, que pode ser um número a mais ou a menos, provocando as síndromes cromossômicas. É o caso, por exemplo, da Trissomia do 21, no qual há uma cópia além do que deveria.

Teste com trissomia do 21
Na Trissomia do 21 há um cromossomo a mais

Leis de Mendel

As Leis de Mendel estão na base do surgimento da Genética e são fundamentais para entender esse campo do conhecimento como um todo. Ela é formada por duas leis:

  • Primeira Lei de Mendel: conhecida como Lei da Segregação. Ela afirma que, durante a formação dos gametas, os alelos de um gene se separam, de modo que cada gameta recebe apenas uma cópia.
  • Segunda Lei de Mendel: conhecida como Lei da Segregação Independente, afirma que genes para diferentes traços se separam independentemente de outros alelos durante a formação dos gametas.

Como surgiu a Genética

O surgimento da Genética está diretamente ligado com a criação das Leis de Mendel e, por isso, é comum que esse tema possa aparecer nas provas. Ela surgiu como um campo científico a partir dos estudos de Gregor Mendel (que dá nome às leis que baseiam esse campo).

Entre 1856 e 1863, ele realizou diversos experimentos com ervilhas, para entender como elas herdavam características. A partir da sua análise observacional, ele formulou as Leis de Mendel, que também são conhecidas como Leis Básicas da Hereditariedade.

Nos experimentos, Mendel escolheu ervilhas de características diferentes e facilidade de cultivo. Focou em sete características que todas possuíam (como cor, forma da semente e cor da flor). Para o experimento, realizou cruzamentos controlados entre as espécies, polinizando as plantas manualmente e analisou os resultados ao longo das gerações.

A partir dos resultados, foi possível extrair as Leis de Mendel. Suas ideias foram essenciais para os avanços até a Genética contemporânea.

Tour pela prova do Enem

Dicas para estudar Genética para as provas

Para arrasar nas provas e dominar esse tema que sempre cai tanto no Enem quanto nos vestibulares, ter as melhores estratégias de estudo vão ajudar a dar um up no seu sucesso. E nós separamos aquelas dicas que não podem faltar para conquistar todos os pontos quando vier questões desse tema no seu exame.

Lembre-se que é importante isso fazer sentido para sua rotina, ok? Mas temos certeza de que, adaptando a sua rotina, elas serão bem úteis para seus estudos. Confira a seguir!

Estude os conceitos

Como você viu no começo deste artigo, a Genética é uma área que tem muitos conceitos que podem aparecer exatamente assim na sua prova, para conseguir identificar sobre o que se trata cada um deles. Por isso, entender bem sobre eles é fundamental.

E não, não é decoreba! Afinal, o Enem e os vestibulares atuais são contextuais e se você não souber como aplicar o conceito na sua prova, pode perder uma questão de bobeira.

Por isso, quando estiver esse tema no seu cronograma, sempre reserve um tempo para revisar os conceitos e como interagem entre si. Isso também pode aparecer no seu exame: a correlação entre conteúdos da área de Genética.

Jovem rapaz estudando com livros
É importante estudar e compreender bem cada conceito de genética

Faça exercícios de fixação

A melhor forma para saber se está dominando a teoria é testando na prática: fazendo os exercícios de fixação. Eles serão fundamentais para ver se não há alguma confusão entre conceitos e corrigir antes do exame.

Os exercícios de Genética, muitas vezes, envolvem analisar, na prática, cruzamentos genéticos e compreensão de padrões hereditários. É o caso, por exemplo, de uma questão clássica: analisar o percentual de chance de uma criança nascer com determinado tipo sanguíneo, considerando a tendência dos pais ou avós.

Uma das melhores formas para isso é resolvendo questões tanto de provas anteriores quanto, também, aqueles elaborados com perfil semelhante ao do Enem. E não se preocupe com os erros! A hora de fazer confusões é agora, quando é possível rever os conteúdos para corrigi-los.

Tenha um período específico da sua rotina para fazer este tipo de exercício. A disciplina quanto a isso poderá fazer grande diferença no futuro.

Estude com colegas

Estudar Genética pode chegar a um ponto no qual os conceitos fiquem complexos. Então, por que não tornar esse processo mais divertido e menos solitário? Estudar com amigos é uma ótima forma de mudar os estímulos e proporcionar melhor fixação.

Ao reunir com eles para fazer grupos de estudos, é possível analisar em conjunto como resolver um exercício de fixação, discutir conceitos e explicar matéria uns para os outros. E todos saem ganhando nisso.

Por exemplo, se você domina os conceitos relacionados com cromossomos e seus colegas não, ao explicar para eles, poderão ter a oportunidade de tirar as dúvidas com alguém que tem uma linguagem mais próxima a deles. Ao mesmo tempo, explicar o conteúdo é outra forma de você fixar a matéria, sabia?

Além disso, muitas vezes, as rotinas de estudos são muito solitárias, principalmente para quem realizar cursinho online. Ao reunir-se com pessoas queridas, é possível trazer o elemento social e todos se sentirem mais motivados.

Grupo de amigos estudando com livros e computador
Estudar com amigos pode ajudar na compreensão dos conteúdos

Tire dúvidas com monitores

Se você faz cursinho preparatório, os monitores serão seus melhores amigos no aprendizado sobre Genética. Eles são aliados importantes para tirar dúvidas de questões que possa ter maior dificuldade para fixar, com uma abordagem diferente daquela passada pelo professor.

Muitas vezes, eles oferecem explicações alternativas que poderão ser muito úteis em sua jornada. E, ainda, podem proporcionar dicas de estudos para esse tema diferente das que acompanhou até então.

Portanto, não tenha vergonha. Nenhuma dúvida é óbvia. Acredite, muitos deles tiveram questões muito semelhantes às suas e terão todo o acolhimento e compreensão necessárias para ajudá-lo nesse momento.

Assista conteúdos de diferentes formatos

Estudar Genética pode ser exaustivo ao longo do tempo e variar o formato do conteúdo pode ser um refresco para o cérebro, tirando-o do “piloto automático”. Mesmo que tenha uma maior afinidade com um conteúdo específico, acredite, vale a pena tirar um momento para testar outras formas.

Por exemplo, se você é fã das apostilas e rende mais com conteúdos escritos, de tempos em tempos varie ouvindo um podcast sobre o tema, ou assistindo uma videoaula. A tendência é que, com o tempo, nosso cérebro comece a ler e não assimilar mais o que está acompanhando.

Ao mudar o estímulo, ele ganha uma novidade para lidar e fica mais atento. E, além disso, um professor pode dar aquela dica esperta que ajudará na sua fixação. Não perca essa oportunidade.

Garota estudando com laptop e fone
Assistir vídeos ou consumir outros formatos de conteúdo é importante para a rotina de estudos

Não deixe de descansar

Aprender sobre Genética – ou qualquer área de Biologia – pode ser cansativo ao longo do tempo. E, por isso, é importante respeitar seu tempo e descansar.

Por ser muitos conceitos, o cérebro precisa parar, processar e analisar o que está estudando. E isso acontece quando você está relaxado.

Dormir bem é fundamental, então nada de rotinas exaustivas de estudo e privativas de sono, ok? Isso poderá causar até uma fadiga no futuro e fazer com que precise parar de estudar por uns dias, comprometendo seu cronograma.

E o descanso não é só sobre dormir! Saia, vá se divertir, esteja com os amigos, viaje, faça suas atividades físicas. Seu bem-estar físico e mental é fundamental para alcançar sucesso nos exames.

Genética e Evolução

A correlação entre Genética e Evolução também é um tema que costuma aparecer bastante nas provas. Isso porque a hereditariedade é uma das responsáveis pela geração e manutenção da diversidade das espécies, adaptando-as para melhorar sua adaptabilidade ao ambiente.

Isso acontece, muitas vezes, por meio de mutações genéticas que ocorrem nos processos de divisão celular (mais especificamente, na meiose) e são transmitidas para as gerações seguintes. Essas mutações podem acontecer de forma espontânea ou serem induzidas por fatores externos.

Da mesma forma, alterações genéticas que não ajudam na preservação da espécie tendem a desaparecer com o tempo. Esse também é um ponto diretamente ligado com a Teoria da Evolução.

Já aquelas que ajudam na sobrevivência e reprodução, elas tendem a se estabilizar com o tempo. Por exemplo, se for vantajoso que o terceiro molar não se desenvolva, por não ser mais útil, a tendência é que mais pessoas nasçam sem esse dente em sua formação.

E isso, de fato, acontece! Muitas pessoas hoje já nascem sem o dente do siso, justamente porque ele não é mais necessário. Afinal, como comemos alimentos cozidos, não há necessidade dele para triturar comidas mais duras.

Questões éticas na Genética

Pode ser que esse ponto não caia exatamente na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, mas, sim, na redação! Pois é, as discussões sobre Genética e Ética são bem atuais, principalmente, com a possibilidade de armazenamento de dados e análise dessas informações dos indivíduos.

Quer ver um exemplo desse debate? Muitas pessoas hoje fazem testes genéticos, para identificar questões de ancestralidade e, também, para analisar se há tendências a desenvolvimento de doenças e síndromes ao longo do tempo.

Porém, se essas informações forem compartilhadas, poderia gerar problemas de discriminações em relação a esses indivíduos. Vamos trazer um caso concreto para entender a dimensão disso.

Hoje é possível identificar genes que estão ligados com maior propensão ao desenvolvimento de determinados tipos de cânceres. E muitas pessoas fazem testes genéticos para avaliar isso e fazerem um acompanhamento mais constante, para evitar o desenvolvimento da doença e ter um diagnóstico precoce.

Porém, se essa informação cai na mão de um empregador ou empresas prestadoras de serviços de saúde, pode ser um critério de negar um trabalho ou, então, negar acesso a planos ou, ainda, oferecer preços mais elevados para essas pessoas, devido à tendência genética.

As discussões éticas recaem justamente nesse ponto. Afinal, é ético discriminar alguém por uma tendência do genótipo, que pode não se efetivar como fenótipo? E se ela está saudável, deveria ter um tratamento diferenciado? Você pode ser convidado a escrever um texto dissertativo-argumentativo sobre o assunto.

Outro exemplo é a possibilidade de seleção genética em embriões a serem implantados no útero, permitindo escolher características do feto. E não estamos falando sobre alterações de saúde, mas características fenotípicas, como cor dos olhos, cabelo, cor de pele, entre outros.

Genética no cotidiano

Até relativamente pouco tempo atrás, a Genética era um campo considerado de alta ciência, muito distante da nossa realidade. Hoje, com o avanço das técnicas de análise e avanço na manipulação genética, o tema está cada vez mais inserido em nosso cotidiano.

Quando suas questões na prova caírem de forma contextual, são essas aplicações que podem aparecer. Por isso, é importante saber mais sobre o tema, para identificar rapidamente sobre o que está sendo abordado.

Aplicações da Genética na Medicina

Um dos principais pontos que pode cair na sua prova é como a Genética é aplicada na Medicina. Com o barateamento e popularização das técnicas de análise, ela aparece cada vez mais na área de saúde. Veja a seguir alguns dos pontos.

Teste de paternidade

Com certeza você já viu algo sobre ou, talvez, tenha assistido algum vídeo de programas sensacionalistas do começo dos anos 2000 sobre o assunto. Mas, fato é que a Genética ajuda a realizar testes de paternidade quando há dúvida sobre a questão.

Ele é uma aplicação direta dessa área na Medicina. O exame compara o perfil genético da criança com o do provável pai e analisa o grau de proximidade entre eles. Para isso, utilizam material coletado por saliva ou sangue.

O resultado identifica compatibilidade ou incompatibilidade entre sequências genéticas específicas relacionadas com a paternidade. Além de resolver questões legais e pessoais, esses testes também são importantes em situações médicas, como transplantes e tratamento de doenças genéticas.

médico assinando teste de paternidade
O teste de paternidade é um exemplo de aplicação da genética

Prevenção e diagnóstico de doenças hereditárias com mapeamento genético

Com a redução de custos sobre os testes de mapeamento genético, eles têm sido cada vez mais utilizados para diagnósticos diferenciais de doenças de alta complexidade e que não encontraram uma resposta por exames tradicionais.

Um dos mais utilizados atualmente é o exoma. Ele analisa a parte do genoma que codifica proteínas e pode analisar eventuais mutações genéticas responsáveis por doenças que não são identificadas com outros exames.

Ele permite identificar, em média, 85% das mutações patogênicas, entre elas o câncer hereditário, síndrome de Bartter, entre outras síndromes raras. Com isso, é possível ter abordagens mais direcionadas e eficientes no manejo de doenças genéticas.

Compatibilidade para transplante

A compatibilidade para transplantes é um ponto fundamental na Medicina atual e a Genética é a mais importante aliada para essa análise. Para que esse processo seja bem-sucedido, doador e receptor precisam ter alto grau de compatibilidade, para não haver rejeição, especialmente, sobre antígenos leucocitários humanos (HLA).

Quando há morte cerebral e a pessoa é doadora de órgãos, são realizados diversos testes genéticos para analisar essa compatibilidade. Ocorre, especialmente, nos casos de transplantes de medula óssea, rins e fígado.

médico com caixa de transplante
A compatibilidade em genética é essencial para processos como transplantes

Engenharia Genética

Cada vez mais recebendo investimentos de pesquisa, a Engenharia Genética é a área responsável pela manipulação direta do DNA para potencializar determinadas características de um organismo. Ela permite inserir, remover ou modificar genes específicos.

Isso tem sido utilizado em plantas e alguns animais para proporcionar melhoramento de culturas, desenvolvimento de medicamentos, produção de vacinas, eliminação de doenças e reduzir os danos de pragas na agricultura.

Por exemplo, na agropecuária, a Engenharia Genética ajuda nos cruzamentos entre espécies para criar culturas mais produtivas, que não sofrem com efeitos de pragas e reduz riscos de problemas tanto para animais quanto plantas.

Genética na Agricultura

Hoje uma das áreas com maior difusão da Genética, além da Medicina, é na agricultura, com os transgênicos. Por meio de cruzamentos, seleções e mutagêneses, são realizados processos de modificação genética de seres para aumentar produtividade de plantios e torná-los menos suscetíveis a intempéries (como chuvas, granizos, pragas, entre outros).

É um assunto polêmico, principalmente, porque as manipulações genéticas são recentes e há ainda uma preocupação em analisar, por pesquisa, as consequências que o consumo de alimentos geneticamente modificados poderia proporcionar.

Genética Comportamental

A Genética Comportamental é uma área dentro da Biologia que tem chamado bastante atenção nos últimos anos. É um campo que pesquisa como algumas características comportamentais de seres (animais e seres humanos) podem ser determinados por questões genéticas e ambientais.

Em conjunto com a Neurociência, tem ganhado bastante espaço para a compreensão de como emoções, distúrbios, problemas de saúde mental ou, ainda, como comportamentos característicos de uma espécie são explicados pela sua composição genética.

Um dos exemplos mais utilizados são com os cães. As raças possuem diferenças de temperamento bastante acentuadas que são derivadas das diferenças genéticas entre eles. Por exemplo, os cães de guarda e de pastoreio possuem diferenças na sua composição gênica que proporcionam essas singularidades entre eles.

Caso caia alguma questão sobre isso na prova, sempre se lembre de um ponto: o fenótipo (ou seja, a expressão física de um gene) não depende só do genótipo, mas, também, da influência ambiental. Ou seja, não é por existir um gene que influencia o comportamento que ele, de fato, acontecerá no indivíduo.

Tendências na Pesquisa Genética

E se gosta dessa área, é legal saber, também, quais são as tendências para o futuro na área de Genética. Alguns dos temas que fazem parte das pesquisas atuais são:

  • aperfeiçoamento dos exames de sequenciamento genético, para oferecer maior precisão nos diagnósticos;
  • avanços na Genética Comportamental e como está ligado com questões relacionadas com neurodivergência;
  • pesquisas que permitam reduzir doenças genéticas, contudo, sem incorrer em problemas éticos sobre a questão;
  • popularização de ferramentas de análise de ancestralidade por meio do mapeamento genético, permitindo constituir a árvore genealógica das pessoas.

Confira também: veja a pocket aula de Genes e Genoma do Stoodi!

Play video

 Mergulhe nos estudos sobre Genética e arrase no Enem e vestibulares!

Tanto pela atualidade quanto importância, a Genética sempre aparece no Enem e vestibulares e ainda pode ser tema importante de redação. Por isso, se você quer chegar preparado e garantir todas as questões desse tema, é importante fazer um cursinho preparatório online para dominar tudo durante os exames!

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