Tipos de sujeito: quais são eles?

pessoa escrevendo representando português enem

Como é bom ter domínio sobre um assunto, ainda mais quando se trata das regras e do funcionamento da Língua Portuguesa, não é mesmo? Demonstrar segurança na hora de escrever e saber que não vai cometer os erros de Português mais comuns é um diferencial na hora de fazer o vestibular online e o Enem — e de se destacar em um processo seletivo quando estiver em busca de emprego!

Os pontos fundamentais no estudo da Gramática, para quem está se preparando para entrar na faculdade, são a morfologia e a sintaxe, que envolvem a classificação dos termos e a função que exercem na oração: sujeito, adjunto adnominal, objeto direto etc.

Neste texto, vamos focar nos tipos de sujeito para que você saiba como classificá-los e, o mais importante, para que veja como fazer uso deles na produção escrita. Vamos lá?

Sujeito simples

Antes de classificar o sujeito, é preciso relembrar que ele é um termo essencial da oração, ao lado do predicado. As frases, portanto, são compostas por sujeito e predicado. É importante ter isso em mente para evitar problemas com a concordância verbal.

Entre os principais tipos de sujeito (e os mais comuns) está o sujeito simples. Ele é constituído por um substantivo ou um pronome:

  • Marta comprou uma casa = sujeito Marta, substantivo próprio.
  • Tomate faz bem para o coração = sujeito tomate, substantivo comum.
  • Ele vendeu o carro = sujeito ele, pronome pessoal.
  • Isso é um absurdo = sujeito isso, pronome demonstrativo.

Outras palavras de classes gramaticais diferentes podem ocupar o lugar do sujeito, desde que substantivadas:

  • Guerrear é próprio do ser humano = sujeito guerrear, verbo.
  • Não é uma palavra forte = sujeito não, advérbio.

Em todos os exemplos mostrados, temos apenas uma palavra compondo o sujeito. E quando ele é formado por mais de uma palavra? Nesse caso, você precisa identificar o núcleo do sujeito, tanto para classificá-lo quanto para fazer a concordância do verbo.

Um dos erros mais comuns de Português na redação é concordar o verbo com a palavra mais próxima — e não com o núcleo do sujeito. Repare na relação entre sujeito e verbo nestas sentenças:

  • A floresta de plantas nativas foram devastadas.
  • A floresta de plantas nativas foi devastada.

Qual você marcaria como correta? Se optou pela segunda, acertou! O núcleo do sujeito é floresta; por isso, a concordância tem que ser feita com ele e não com o termo que o acompanha, entendeu?

Sujeito composto

Outra possibilidade de composição do sujeito é quando ele apresenta dois ou mais núcleos. Isto é, pelo menos duas palavras têm peso maior, mais importância dentro do termo. Tirar uma delas provoca alteração de sentido na frase. Veja os exemplos:

  • Avião e trem são os melhores meios para viajar = sujeito com dois núcleos: avião e trem.
  • Saíram de casa Marcelo, André e Godô = esses três nomes compõem o sujeito composto.

No último exemplo, note que a posição do sujeito está diferente: em vez de aparecer antes do verbo, ele veio depois (sujeito posposto) — e isso faz diferença na concordância verbal.

Sujeito determinado

Os dois casos apresentados até agora são exemplos de sujeito determinado. É possível saber quem executou (ou sofreu) a ação expressa pelo verbo. Ele pode estar explícito ou ser recuperado pela desinência verbal. Você consegue identificar o sujeito nestas frases?

  • Não sabíamos que a quarentena duraria tanto.
  • Que pena que perdi a hora do lanche!

Como os verbos apresentam desinência (-mos e -i), pode-se deduzir que os sujeitos são nós e eu (respectivamente).

Sujeito indeterminado

Ao contrário do que foi mostrado no tópico anterior, o sujeito indeterminado não é indicado o agente da ação verbal. Não se sabe — ou não se quer informar — quem realizou a ação.

  • Roubaram meu carro na esquina = quem roubou? Não sabemos.
  • Vive-se muito bem no interior = quem vive lá? Muitas pessoas, não vamos especificar.

Consegue perceber que é certo que existe um agente, mas não é possível defini-lo?

Sujeito oculto

O sujeito oculto também é chamado de desinencial, pois pode ser recuperado pela desinência verbal (conforme falamos antes). Ele não está expresso na frase, não foi dito, mas pode ser deduzido pelo contexto:

  • Pensamos em você = sujeito nós.
  • O mercado está em alta. Mão desanime! = sujeito você.

É preciso ter atenção, porém, para não confundir sujeito oculto e sujeito indeterminado. Apenas o contexto poderá eliminar a ambiguidade e orientar a classificação correta. Note a diferença:

  • Pedro e seu amigo estavam correndo muito e [eles] provocaram um acidente = sujeito desinencial eles (Pedro e seu amigo).
  • Provocaram um acidente na estrada e o trânsito está engarrafado = sujeito indeterminado, não se sabe quem provocou o acidente.

Sujeito inexistente

Na verdade, a nomenclatura correta é oração sem sujeito. Nesse caso, a frase só tem predicado. Isso ocorre, geralmente, com verbos impessoais na 3ª pessoa do singular. Veja os casos de oração sem sujeito a seguir.

Verbo haver

Quando está no sentido de existir, o verbo haver não se flexiona:

  • Há pedaços de papel no chão.
  • Havia muitas guerras naquela época.
  • Haveria maneiras de resolver o problema?

Em todos os exemplos é possível substituir o verbo haver por existir. Nesse caso, a concordância é feita normalmente:

  • Existem pedaços de papel no chão.
  • Existiam muitas guerras naquela época.
  • Existiriam maneiras de resolver o problema?

Verbo fazer

O verbo fazer e outros como passar, ser e estar, quando indicam tempo também são impessoais, ou seja, ninguém exerce a ação. Observe:

  • Faz cinco meses do início da pandemia.
  • Está calor.

Verbos que indicam fenômeno da natureza

Chover, ventar, nevar, gear, amanhecer e semelhantes ficam no singular quando se referem a fenômenos meteorológicos:

  • Venta muito à noite.
  • Anoiteceu e a rua ficou vazia.

Saber os tipos de sujeito é válido tanto para ajudar nas provas quanto para melhorar o texto, evitando erros de redação que podem levar à perda de pontos no Enem, por exemplo.

Você não vai encontrar uma questão que peça a classificação pura dos tipos de sujeito no Enem. O tema não costuma ser cobrado na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, tampouco aparecerão tipos de sujeito no vestibular. Mas é importante ter em mente as possibilidades de escrita de uma frase de acordo com os efeitos de sentido que se pretende. Por isso, continue estudando o conteúdo e conte com o Trilha do Enem para não se esquecer de nenhuma matéria!

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