O que você precisa saber sobre as reformas religiosas?

reformas religiosas

Dizem que religião não se discute e, sem dúvidas, essa máxima é verdadeira. Vivemos em um Estado Laico, ou seja, uma nação na qual a religiosidade não deve influenciar as decisões tomadas pelos governantes e pelo povo nas urnas. No entanto, sabemos que, na prática, há muita discussão em torno desse assunto.

E não é de hoje! Eventos como as reformas religiosas mostram que as pessoas discutem por religião desde que o mundo é mundo. E, claro, estudar esses temas é importante não só para o vestibular, mas também para que a gente possa aprender com os erros do passado.

E então, o que foram essas reformas religiosas? Como o assunto é cobrado no vestibular e no Enem? Continue a leitura e tire todas as suas dúvidas sobre o tema!

O que foram as reformas religiosas?

As reformas religiosas foram movimentos sociais que culminaram, no século XVI, na criação de novas religiões e na diminuição do poder da Igreja Católica.

Elas são divididas em dois momentos: a Reforma Protestante e a Contrarreforma.

Qual é o contexto histórico dessas reformas?

O contexto histórico desse evento se dá no século XVI, na Europa. Os europeus ainda estavam sob forte influência do pensamento feudal. Em resumo, eles tinham um forte apego aos dogmas da Igreja Católica.

No entanto, tudo começou a mudar com o advento do Renascimento Cultural e Filosófico. Aqui, correntes como o humanismo e o racionalismo colocavam o Homem como protagonista do mundo, e não Deus. Além disso, começaram a surgir questões que colocavam em xeque algumas das pregações da Igreja Católica.

Um bom exemplo desse cenário é a Inquisição. Ainda que ela tenha tido início na Idade Média, ao longo do Renascimento as suas ações continuavam presentes. Galileu Galilei, por exemplo, foi preso por defender o heliocentrismo, teoria que dizia que a Terra girava em torno do Sol, e não o contrário.

Apesar disso, vale a pena salientar que os renascentistas não eram descrentes em Deus. Eles apenas aliavam sua fé à ciência, questionando pontos que a Igreja julgava como verdades absolutas.

Quais são os principais pontos sobre o assunto?

Agora, veja alguns pontos importantes sobre esse tema!

Reforma Protestante

A Reforma Protestante foi um movimento que surgiu a partir de uma crítica a algumas atitudes da Igreja e do Papa. Teve início na Alemanha e, pouco a pouco, se espalhou por quase toda a Europa.

Contrarreforma

Também conhecida como Reforma Católica, foi a resposta da Igreja à Reforma Protestante. Foi marcada pelo Concílio de Trento, um evento no qual o Papa reafirmou o poder católico, julgando os protestantes como hereges. Além disso, foi a partir daí que surgiu o conceito de “catequização dos povos”, o que levou a Companhia de Jesus a fazer esse trabalho religioso com os indígenas no Brasil.

Martinho Lutero

Principal personagem das Reformas Religiosas, Martinho Lutero foi um monge responsável pela descrição das teses que ocasionaram a Reforma Protestante.

Como ocorreu a Reforma Protestante?

A ocorrência da Reforma Protestante se deu por vários fatores. O mais emblemático deles foi a problemática da Venda de Indulgências, atitude na qual a igreja cobrava, em ouro, pelo perdão divino dos fiéis.

Descontente com essa realidade, Lutero escreveu as 95 Teses, que faziam críticas ao comportamento da Igreja e do Papa naquele momento. Esse documento se espalhou pela Europa, gerando um grande burburinho e fazendo com que muitas novas religiões surgissem.

Tour pela prova do Enem

Vale lembrar que a monarquia também tinha um grande interesse no enfraquecimento da Igreja, já que os reis gostariam de expandir o seu controle sobre os povos e territórios.

Quais foram os movimentos em relação às reformas religiosas?

Algumas das religiões originadas a partir desse evento foram:

  • Luteranismo ou Protestantismo;
  • Anglicanismo, criado por Henrique VIII, Rei da Inglaterra;
  • Calvinismo, na França.

Quais são os impactos disso?

Estudar História para o Enem é muito mais do que pensar apenas naquele evento, isoladamente. É fundamental expandir os conceitos e relacionar os temas com outros assuntos históricos e atuais.

Já vimos uma consequência direta dessas reformas para o Brasil — a catequização dos indígenas —, mas há outros resultados que podem ser observados na atualidade.

Um deles é o contínuo embate entre católicos e protestantes, algo que perdura até hoje. A intolerância religiosa é uma grande consequência disso, gerando problemas como a crise dos refugiados (mesmo que não tenha relação direta com o catolicismo ou o protestantismo) e até mesmo conflitos civis, como observado entre grupos da Irlanda (católica) e Irlanda do Norte (protestante).

Como as Reformas Religiosas são cobradas nas provas?

Agora, veremos um exemplo de questão sobre o assunto! Vamos lá?

(Unesp 2016) As reformas protestantes do princípio do século XVI, entre outros fatores, reagiam contra:

a) a venda de indulgências e a autoridade do Papa, líder supremo da Igreja Católica;

b) a valorização, pela Igreja Católica, das atividades mercantis, do lucro e da ascensão da burguesia;

c) o pensamento humanista e permitiram uma ampla revisão administrativa e doutrinária da Igreja Católica;

d) as missões evangelizadoras, desenvolvidas pela Igreja Católica na América e na Ásia;

e) o princípio do livre-arbítrio, defendido pelo Santo Ofício, órgão diretor da Igreja Católica.

Resposta: letra a.

Agora é com você!

Como vimos, as reformas religiosas são um tema superimportante para o vestibular e, claro, para a vida. Agora que você já tem uma boa base, é hora de se aprofundar no assunto e estudar bastante sobre ele!

Então, aproveite e faça o download gratuito do e-book “Atualidades no Enem: o guia prático para nortear seus estudos”!

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