Matemática financeira: como o assunto pode cair no Enem

calculadora

Existem dois tipos de estudantes: aqueles que acham as questões de Matemática e suas Tecnologias tranquilas e outros que sentem até frio na barriga ao pensar nelas. Se você se identifica com o segundo grupo, saiba que existem dicas simples para aprender conceitos e fórmulas dessa disciplina sem muito sofrimento.

No Enem, a Matemática Financeira é um dos conteúdos que costuma aparecer todos os anos, em 8% da prova. Por isso, não pode ficar de fora da sua rotina de estudos. Para ajudar na sua preparação, separamos alguns dos tópicos mais importantes da matéria e dicas para você entender de vez as aplicações. Confira!

O que é Matemática Financeira?

Como você já deve imaginar, a Matemática Financeira é aquela área que lida com o universo das finanças e do dinheiro. São diversos cálculos que, quando feitos com precisão, ajudam a entender a economia de um país e, também, a de dentro da nossa casa. Qualquer relação que envolva esse tema pede uma dose de conhecimentos de conceitos e fórmulas –– por isso, é tão recorrente nos vestibulares e no Enem.

Além de ter um melhor desempenho nessas provas e conquistar a tão sonhada aprovação na faculdade, saber Matemática Financeira é sinônimo de qualidade de vida. Isso porque você não vai passar sufoco a calcular porcentagens, juros e outras questões dessa área. Também não corre o risco de ser enganado em qualquer transação, não é mesmo?

Quais são os principais assuntos da Matemática Financeira?

Ainda não consegue imaginar como a Matemática Financeira aparece no vestibular ou no Enem? Confira os exemplos de questões a seguir para entender melhor!

PMT e PV

Os chamados pagamentos de mesmo valor e valor presente estão presentes em qualquer ambiente corporativo. Mas eles também podem aparecer na vida pessoal em alguns momentos –– pense em quando você faz uma compra e precisa pagar parcelas, no PMT, ou quando aplica um valor no Tesouro Direto, como exemplo de PV.

Juros simples e compostos

Esse assunto é mais comum entre as pessoas, mas não quer dizer que seja simples nas provas de vestibulares. Geralmente, os enunciados envolvem situações em que o candidato deve calcular a correção sobre um valor inicial, que pode ser tanto simples quanto composta –– no caso dos juros sobre juros.

Veja um exemplo de questão do Enem 2019, em que você deveria escolher entre as opções A, B, C, D ou E:

Uma pessoa fez um depósito inicial de R$ 200,00 em um fundo de Investimentos que possui rendimento constante sob juros compostos de 5% ao mês. Esse Fundo possui cinco planos de carência (tempo mínimo necessário de rendimento do Fundo sem movimentação do cliente). Os planos são:

Plano A: carência de 10 meses;

Plano B: carência de 15 meses;

Plano C: carência de 20 meses;

Plano D: carência de 28 meses;

Plano E: carência de 40 meses.

O objetivo dessa pessoa é deixar essa aplicação rendendo até que o valor inicialmente aplicado duplique, quando somado aos juros do fundo. Considere as aproximações: log 2 = 0,30 e log 1,05 = 0,02.

Para que essa pessoa atinja seu objetivo apenas no período de carência, mas com a menor carência possível, deverá optar pelo plano:

a) A.

b) B.

c) C.

d) D.

e) E.

A resposta certa é a letra b, 15 meses.

Porcentagem

As porcentagens estão entre as figurinhas carimbadas de qualquer processo seletivo que inclua Matemática Financeira e se relacionam com muitos outros temas, a exemplo dos juros e frações. Um número que aparece antes do símbolo % se refere à porção que ele representa diante do inteiro (no caso, 100%).

Entendeu? Agora tente resolver a seguinte questão do Enem 2011:

Uma pessoa aplicou certa quantia em ações. No primeiro mês, ela perdeu 30% do total do investimento e, no segundo mês, recuperou 20% do que havia perdido. Depois desses dois meses, resolveu tirar o montante de R$ 3 800,00 gerado pela aplicação.

A quantia inicial que essa pessoa aplicou em ações corresponde ao valor de:

a) R$ 4 222,22.

b) R$ 4 523,80.

c) R$ 5 000,00.

d) R$ 13 300,00.

e) R$ 17 100,00.

A resposta correta é a letra c.

Frações

Esses números, que representam dízimas periódicas, decimais infinitos e inteiros, costumam ser mais tranquilos para muitos estudantes, porque são bem trabalhados no ensino médio. Mas ainda assim apresentam dificuldades, principalmente quando surgem no meio do desenvolvimento das questões. Entre as operações mais comuns, estão a soma, a subtração, a divisão e a multiplicação de frações.

Esses são apenas alguns temas da Matemática Financeira que costumam ser cobrados. Além deles, ainda podemos citar a razão e a proporção para os cálculos.

Como se preparar para as questões de Matemática Financeira no Enem?

Seja para estudar para o Enem em casa ou nos cursinhos, existem algumas considerações a se fazer quando se trata da Matemática Financeira. Veja as dicas que separamos para você!

Vá além do decoreba

Uma das pegadinhas em que muitos estudantes caem é tentar decorar as fórmulas matemáticas. Pode até funcionar, mas o que fazer caso a ansiedade chegar no dia da prova? O risco de esquecer ou confundir cresce bastante, certo? É aí que entra a necessidade de ir além do chamado decoreba.

Existem técnicas bem interessantes de memorização que relacionam as fórmulas com músicas, frases engraçadas e o que mais a criatividade permitir. Invista nessas práticas durante os estudos e verá a diferença da tática na compreensão dos conteúdos!

Entenda como a teoria funciona no dia a dia

Se você entendeu o que é Matemática Financeira, deve ter notado o quanto a usamos no nosso dia a dia, às vezes sem prestar atenção. Quer um exemplo? Pense nos investimentos, assunto que ganha espaço na vida das pessoas à medida que começam a considerar o que fazer com o dinheiro que ganham.

Agora, tente aplicar os conceitos de montante, juros, lucro, capital e assim por diante nesse assunto. Também vale fazer o exercício de imaginar o seu próprio negócio: como organizar fluxo de caixa, patrimônio etc. Traga as fórmulas aos poucos e sempre com ajuda da teoria para entender como tudo funciona na prática.

Para não ir muito longe, pense na economia do país. Tente compreender as relações entre preço e inflação, por exemplo. Se achar complicado, tome o hábito de ler notícias sobre esse tema para se acostumar com os termos.

Adote hábitos de estudo

Ainda mais quando se trata de fórmulas, o treino é o segredo do sucesso para aprender a Matemática Financeira. Quando você combina o conhecimento da prática e aplica nos exercícios, consegue resolvê-los ainda mais rápido. Por isso, inclua essa etapa no seu cronograma de estudos.

Uma boa dica é contar com a ajuda dos estudos personalizados, como os do Trilha do Enem. Por essa plataforma, é possível entender como está a sua compreensão do tema e em quais aspectos pode otimizar a sua dedicação à disciplina. Com videoaulas, também dá para aprender com profissionais e tirar dúvidas.

Fazer simulados do Enem também é uma estratégia eficiente para criar familiaridade com os estilos de questão. Assim, você já chega mais preparado no dia da prova e tem boas chances de sucesso.

Como vimos, a Matemática Financeira do Enem ou do vestibular não tem segredo quando compreendemos de onde vêm as fórmulas e os conceitos. Ao transportá-los para exemplos da nossa rotina, é possível ver o quanto usamos essa disciplina sem nem perceber –– seja para dividir a conta do restaurante, seja para fazer compras parceladas pela internet.

Gostou de saber mais sobre Matemática Financeira e quer continuar os estudos? Veja só algumas dicas para aprender probabilidade para o Enem!

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